
Respeitar a diversidade religiosa é um compromisso do serviço público com a cidadania e os direitos humanos. Com esse propósito, a Secretaria de Estado da Administração (Sead), por meio da Escola de Governo, realizou, nesta terça-feira, 27, uma roda de conversa sobre Diversidade Religiosa, reforçando a importância do diálogo, da empatia e do respeito como valores fundamentais no ambiente de trabalho e na convivência social.
Para o diretor-geral da Escola de Governo, Wellington Mangueira, o encontro representou um momento significativo de diálogo e construção coletiva. “Foi um momento muito importante em que a Escola de Governo promoveu esta mesa-redonda, para discutir as religiões no melhor sentido da palavra, tendo como base o amor, a compreensão, o respeito e a dignidade da pessoa humana. Iniciativas como essa continuarão sendo promovidas, dentro da lógica do Governo do Estado de Sergipe, que preza pela paz, pelo respeito ao próximo e pela valorização das pessoas, fortalecendo nossas instituições e contribuindo para o progresso da sociedade”, destacou.
A roda de conversa contou com a participação da vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE e candomblecista, Isabella Sandes; do ex-presidente da Associação Jurídico-Espírita de Sergipe, Horácio Vitaliano; do doutorando em Sociologia e ogã do Centro de Formação Espiritual Águas de Aruanda, André Dias; e do advogado e pastor, Tácio Augusto.
Durante o encontro, André Dias destacou a relevância do debate sobre pluralidade e diversidade religiosa no espaço público. “É fundamental ter a consciência de que a diversidade e as minorias nunca devem ser estigmatizadas ou excluídas da permanência social. Precisamos fomentar o respeito, a inclusão e a valorização de povos que são cotidianamente excluídos e desrespeitados, inclusive no ambiente público”, afirmou.
André parabenizou ainda a Administração Pública Sergipana por promover um ambiente saudável, de diálogo, troca de experiências e realidades distintas, que devem ser inseridas no convívio social, no ambiente de trabalho e na sociedade como um todo, jamais excluídas.
O advogado e pastor Tácio Augusto ressaltou que o tema também está diretamente ligado à defesa da democracia. “O tratado da diversidade religiosa para nós é um modo de expressar a defesa da democracia. Tratar os diferentes de modo diferente e abraçá-los todos no mesmo ambiente demonstra que estamos prontos para avançar rumo a um período melhor, a um dia a dia melhor”, pontuou.
Já Isabella Sandes enfatizou a importância da discussão no contexto governamental e no ambiente de trabalho. “O evento de hoje traz uma discussão aberta sobre a diversidade religiosa, que é um tema tão rico e importante, principalmente no âmbito governamental, tendo em vista que muitos atos de intolerância e racismo religioso são cometidos no ambiente de trabalho. Difundir o combate à intolerância e ao racismo religioso é essencial para construirmos uma sociedade e um ambiente laboral mais igualitários, saudáveis e acolhedores”, destacou.
Encerrando os discursos, Horácio Vitaliano reforçou a importância do conhecimento mútuo entre as diferentes crenças. “Diversidade religiosa significa que várias religiões convivem na sociedade, e quanto mais a gente conhece uma e outra, melhor viveremos uns com os outros. A simplicidade do conhecer traz a simplicidade do bem viver”, concluiu.
Para o servidor da Sead, Mário Dória, a iniciativa da Escola de Governo contribui diretamente para o fortalecimento do diálogo no serviço público. “É uma temática de muita importância, principalmente na administração pública. Tratar sobre a diversidade religiosa dessa forma, como a Escola de Governo está abordando, de maneira dinâmica e em formato de roda de conversa, permite que todos entendam o ponto de vista de cada um e aprendam, acima de tudo, a respeitar”, afirmou.
Brunna Suzart, também servidora da Sead, ressaltou o caráter transformador do encontro. “Quando ouvimos o outro sem medo e sem preconceito, afirmamos que nenhuma fé deve ser silenciada e que nenhuma identidade espiritual pode ser tratada como inferior. Defender a liberdade religiosa é defender o direito de existir com dignidade, de crer ou não crer, sem violência, sem discriminação e sem apagamento. Que este espaço de escuta seja de respeito e de transformação para todos nós”, declarou.










