

Ovitrampas
Vitória da Conquista obteve resultados expressivos no combate à dengue em 2025, com redução de 92,3% nos casos em relação a 2024, graças às ações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenação de Controle de Endemias. O uso de ovitrampas, tecnologia de monitoramento e remoção de vetores foi combinado com educação em saúde e visitas domiciliares, eliminando 781.397 ovos o mosquito Aedes aegypti.
Inicialmente instaladas em cinco bairros prioritários, as 4.800 ovitrampas em operação foram expandidas para mais 10 localidades a partir de outubro. Elas interromperam o ciclo reprodutivo do mosquito, com coletas intensivas em áreas de “focos irradiadores”. “Só temos transmissão de dengue quando há densidade vetorial. Ao retirarmos esses ovos, evitamos novos mosquitos infectados”, explica o coordenador Renato Freitas.

Estratégias Complementares e Expansão
Além das ovitrampas, a SMS adotou Pneutraps e In2Care, do Instituto de Saúde e Ação Social (Isas). Iniciada em junho, em parceria com o Ministério da Saúde, a ação instalou 600 Pneutraps e 160 In2Care em 15 bairros identificados no LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti).
As frentes de combate ocorrem o ano todo, com intensificação no verão. Vitória da Conquista consolidou um modelo integrado de vigilância e eliminação vetorial, reduzindo drasticamente casos de dengue (92,3%) e arboviroses via ovitrampas, Pneutraps e In2Care em 15 bairros.
Essa estratégia salvou vidas, interrompeu ciclos de transmissão e pavimentou ações sustentáveis para 2026, provando a eficácia de monitoramento contínuo e parcerias.
Em 2025, foram registradas 3.568 notificações de dengue (425 confirmados, 2.747 prováveis, 821 descartados), 173 de chikungunya (10 confirmados, 163 prováveis, 57 descartados) e 9 de Zika (3 confirmados, 5 prováveis, 4 descartados). Em 2024, houve 38.550 casos prováveis de arboviroses
Para o primeiro semestre de 2026, a Coordenação de Endemias planeja as seguintes ações:
– Intensificar a educação em saúde em escolas e instituições.
– Manter visitas “casa a casa”, priorizando três bairros críticos.
– Ampliar a rede de armadilhas para capturar fêmeas em fase de postura, evitando repovoamento.



