
Neste artigo lhe convido para dividirmos uma leitura interessante, aberta e franca, com três assuntos mais debatidos entre os grupos reunidos atualmente. De início chamo sua atenção para que veja esse bate papo, como a luz branca que penetra em um prisma, onde a sua decomposição transforma-se em um espectro de cores brilhosas, de bela apreciação. È nessa perspectiva que é proposto esse olhar sobre determinados discursos e termos defendidos sem nenhuma fundamentação concreta.
Por isso a proposta do tema “Segurança Pública: Um Outro Olhar”, busca trazer para o centro da discussão e interação sobre a participação política de uma forma não partidária, sem discursos de siglas, ou ainda de citações de pessoas. Para com isso, você se perceba como um cidadão de direito, com voz e alinhado aos problemas que lhe atingem e diz respeito.
Para início de conversa faremos um "Brainstorm" de idéias para então, podermos acompanhar com calma e daí, analisá-las com base nos conhecimentos por você adquirido, então chegar a uma nova idéia, e construir um novo cenário. Por se tratar de uma tempestade de ideias, iremos expor assuntos tão controversos e provocativos, dando a ideia de verdadeiro tornado de comportamento.

Vamos começar pelas informações que chegam até você e os meios responsáveis em transmitir e repassar essas informações, como isso se processa. Inicialmente estão os meios de comunicação diversos, sendo a imprensa o principal vetor dessa engrenagem, a qual repassa de formas diversas, e de acordo com o ponto de vista de quem a pública, trazendo os preconceitos, tendências políticas partidárias, vindo em seguida às redes sociais onde se encontram os turbilhões de informações entre essas, muitas Fake News, orbitando no universo do senso comum como verdadeiro.
Agora trataremos de um assunto muito debatido no nosso cotidiano, o termo Direita X Esquerda tão discutido atualmente como um estado de posicionamento doutrinário, na verdade se procurarmos saber, o que é ser de esquerda e o que é ser de direita, talvez muitos desses eufóricos debatedores tanto de um como de outro, saberão definir de fato sobre a fundamentação de tal posicionamento, podemos imaginar que ouviremos as mais esdrúxulas respostas possíveis.
Essa talvez seja a mais bem sucedida forma de polarização social já implantada no imaginário da população mundial, como forma de dominação e divisão da sociedade em grupos, dificultando a comunicação entre si, nutridos pela intolerância e a convicção de ver o outro como inimigo, interrompendo qualquer possibilidade de diálogo, tal qual a história bíblica de como foi interrompida a construção da “Torre de Babel”, por Deus.
Podendo ser atrelado também a fatos históricos como a configuração do parlamento Francês, quando seus debatedores se dispunham em posições opostas ao tratar das defesas de suas ideias em relação aos direitos do povo, a partir dos anos de 1789.
Na atualidade a utilização da imprensa como instrumento de divulgação de notícias, com isso, a reprodução e massificação vêm aumentando e fortalecendo a polarização da dicotomia, Direita e Esquerda, etiquetando as pessoas de forma impositiva. Com essa dicotomia estão atrelados as demais polarizações, discriminações diversas, intolerâncias religiosas e políticas, cor, gênero, sexo, comunista, socialista e até intelectual.
Nesse diapasão, vêm os contextos da segurança pública, que utilizando de retóricas carregadas de preconceitos e moralidades religiosas, atuam na desvirtuação e utilização de legislações para manutenção do domínio social através de leis tidas como defensora da família.

Recentemente o congresso aprovou a lei que proíbe o aborto das crianças, adolescentes e jovens, vítimas de estupro, desconsiderando milhares que vem tendo seus futuros comprometidos, motivados por um crime considerado no mínimo repugnante, desprezando o fato da gravidez ser gerado em corpos ainda em formação, incapazes de sustentar um feto e desprovidas de condições psicológicas, além de gerar um ser com futuro comprometido e a possibilidade de contribuição para dinâmica da violência, tendo em vista que essa mesma massa populacional que hoje recepciona com alegria, uma lei com esse grau de vergonha, Irresponsabilidade, insensibilidade e dor, será a mesma que vai julgar essas mães no futuro e apedrejá-las juntamente com suas crias concebidas por uma imposição dessa horda de abutres transvertidos de políticos moralistas e seus seguidores.
Façam uma análise consciente, o que vocês classificam como crime, é a concepção de maneira brutal, que gera um feto, não uma vida ainda, quem é mais assassino, o que comete o estupro? Ou quem proíbe o aborto assistido nos casos de estupro de crianças e jovens? Fica posto que caminhamos para normalizar o estupro no Brasil, fingindo que não existem, ao tempo que é melhor culpabilizar e criminalizar as vítimas.
Como conseqüências deixam de existir o registro policial, se banaliza o estupro, e as vítimas passam a não serem assistidas. O desprezo e o apagamento do problema como crime social será imediata, deixando milhões de crianças entregues a sua própria sorte, abandonadas e vítimas inclusive de familiares bem próximos, um problema com ocorrências constantes. Será que não iremos proteger nossas crianças nunca?

E a outra questão é o polêmico posicionamento, da mesma forma dicotomizada, sobre o modelo de segurança pública baseada e sustentada pela matança desenfreada, como resultado. Pois, vez por outra ouvimos tais afirmações, “parece que se mata dez, e aparecem quarenta”, fica a total falta de senso pessoal e humano, como se matar resolvesse o problema da violência.
A falta de discernimento para analisar, somada a ânsia desenfreada pela matabilidade é tão grande, que passa despercebido da sociedade a existência do contingente de substituição dessa massa criminosa, com direito a patrocínio, treino e sustento do Estado, estando de prontidão nos presídios brasileiro, onde permanecem “aquartelados”, para o pronto emprego, abastecendo o mercado da violência a qualquer tempo, através de grandes rebeliões e fugas, liberações diversas sem as devidas fiscalizações, ou ainda através dos temporários que cometem pequenos delitos e permanências provisórias, onde suas cooptações são feitas através de ameaças pessoais, ou de suas famílias, de onde saem boa parte de sua reposição imediata e especializada no crime, restando o treinamento em armas, por isso o surgimento de grande número de centros de treinamentos patrocinados por esses grupos criminosos.

Ainda gostaria de saber se você sabe explicar o que é Direita X Esquerda, ou quem é um ou outro, baseado apenas naquilo que expõem.
Quando o fizer, lembre-se da distância entre o céu e a terra.
- Investigador de Polícia Civil - BA
- Formado em Licenciatura Plena em Educação Física - UCSAL
- Mestre em Segurança Pública, Justiça e Cidadania - UFBA
Especializações:
# Metodologia do Ensino Superior - FESP/UPE
# Prevenção da Violência, Promoção da Segurança e da Cidadania – UFBA
# Planejamento Estratégico – ADESG
# Inteligência Estratégica – ADESG
# Gestão da Investigação Policial – Fundação Luís Eduardo Magalhães / Academia de Polícia Civil
(*) Colunista do Página de Polícia e do O Servidor.
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