
Estive ontem, 10 de novembro de 2025, na sede da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE), por volta das 12h, para ser atendido no setor de protocolo — expediente normal. Fui recebido por um servidor muito educado, de nome Caíque.

Vale lembrar: estamos falando de uma repartição pública estadual. Em qualquer outro órgão, o atendimento segue o horário estabelecido, sem interrupções.
Mas calma — na sede da Polícia Civil da Bahia a situação é “especial”: o atendimento é suspenso para o almoço.

E isso nem é o pior. Dentro da própria Polícia Civil, há uma confusão generalizada. Policiais das carreiras do Departamento de Polícia Técnica (DPT) resolveram, por conta própria, ultrapassar os limites legais e funcionais, contrariando a Lei nº 11.370/2009 e o artigo 144 da Constituição Federal.
Sonora Perito Técnico do DPT
Passaram a se comportar como se fossem outra polícia civil — fardam-se, realizam operações de repressão à criminalidade e agem como uma corporação independente.
Só falta, agora, confeccionarem cédulas funcionais na cor azul e prestarem continência ao “Chefe de Polícia Civil Científico”.
O IPC aposentado Cremildo recorda um episódio emblemático:
> “No ano retrasado, fui até a Barra no carnaval. Tinha mais peritos fardados no circuito do que investigadores.”
Quando cada órgão decide seguir suas próprias regras, a legalidade vira detalhe e o serviço público se transforma em palco de improviso. É o retrato de uma gestão que, ao invés de corrigir distorções, parece se acostumar com o absurdo.
Autoria:
Crispiniano Daltro
*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE, assim você estará apoiando o jornalismo independente.!*
**INSCREVA-SE* no Canal do YouTube do PÁGINA DE POLÍCIA - @tvpaginadepolicia
Clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...:
