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CINQUENTENÁRIO

Em julho deste ano se iniciam as celebrações dos cinquenta anos das independências da África lusófona, os países africanos de língua oficial portuguesa. por CARLOS PRONZATO

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: por CARLOS PRONZATO
22/07/2025 às 23h17
CINQUENTENÁRIO

Em julho deste ano se iniciam as celebrações dos cinquenta anos das independências da África lusófona, os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP): Angola (11 de novembro), Cabo Verde (5 de julho), Moçambique (25 de junho) e São Tomé e Príncipe (12 de julho). Guiné Bissau foi a única colônia portuguesa que conseguiu a sua independência antes, em 24 de setembro de 1973, sete meses antes da Revolução dos Cravos (25 de abril de 1974), reconhecida por mais de oitenta países e apenas reconhecida por Portugal em 10 de setembro de 1974. Deve-se acrescentar que a citada Revolução com a qual Portugal se livrou de 48 anos de ditadura salazarista, teve seu início na derrota das forças portuguesas na Guiné Bissau.

O angolano Agostinho Neto (1922 - 1979), o moçambicano Marcelino dos Santos (1929 - 2020) e o guineense/caboverdiano Amílcar Cabral (1924 - 1973) são pilares fundamentais dessas libertações e posteriores e acidentados processos das independências, quando praticamente toda África já tinha conseguido se libertar do jugo colonial na década de 1960.

Em 2024 me encontrava em Lisboa abocado a realização do documentário “Memórias do 25 de abril, 50 anos da Revolução dos Cravos”, quando em setembro acontecem as impressionantes comemorações do centenário de nascimento de Amílcar Cabral, precedida de inúmeros eventos promovidos pela diáspora africana, inclusive com intensa participação de acadêmicos e militantes portugueses.

Iniciamos então as gravações do documentário “Amílcar Cabral, coração panafricano e revolucionário” no intuito de contribuir no Brasil - cuja história é ligada umbilicalmente à África - com o conhecimento de um tema praticamente inexistente nos manuais escolares e na Academia.

Amílcar Cabral conquistou uma bolsa de estudos para estudar Agronomia em Lisboa, curso que terminaria em 1952. Ao mesmo tempo participou de intensos debates políticos com outros estudantes africanos que demonstravam preocupação acerca da colonização europeia. Com estes estudantes e outros militantes, fundou o Centro de Estudos Africanos - CEA, cujo objetivo era estudar o continente africano.

Em 1956 participa da fundação do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde - PAIGC. O uso de armas, como instrumento de luta para o processo de independência, era uma das estratégias do PAIGC. Mas Amílcar Cabral não era um entusiasta da luta armada. Ele acreditava que a educação era a arma adequada para a emancipação do povo, mas, naquelas circunstâncias, os colonizadores não ofereciam outra alternativa.

Na próxima quinta-feira, 24 de julho, às 19 horas, o documentário terá a sua única exibição em Salvador no Circuito de Cinema Saladearte/Cinema da Ufba.  

Carlos Pronzato
Cineasta, diretor teatral, poeta e escritor
Sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB)
carlospronzato@gmail.com 

Publicado no jornal A Tarde, reproduzido noutros veículos digitais de comunicação do país. 22.07.25

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