
No ‘país do forró’, o calendário do São João não termina em junho. Iniciativa do Governo do Estado, a Vila do Forró continua animando quem passa pela Praça de Eventos da Orla da Atalaia, em Aracaju, no mês de julho. O evento, que somará 60 dias de forró à beira-mar, conta com uma programação, até o dia 27 de julho, voltada a artistas sergipanos em espaços como Coreto, Teatro e Barracão, promovendo mais visibilidade à música, à arte e às manifestações populares locais.
A Vila é uma oportunidade para que mais pessoas conheçam o trabalho artístico de profissionais como o ator sergipano Guil Costa, que se apresentou no Teatro com o espetáculo ‘Andarilho’. Para ele, a iniciativa é mais do que um momento de celebração da cultura, é, também, vitrine. “E aí, quando temos uma extensão do calendário, com 60 dias, isso contribui para divulgar ainda mais a atuação de uma série de artistas do estado, que têm qualidade e merecem ser vistos. Não deixamos a desejar em nada para nenhum outro lugar”, enfatiza.
Vocalista do grupo sergipano de forró pé de serra Jacaré e Trio Pantanal, Edvaldo dos Santos tem uma trajetória de décadas na música, mas, segundo ele, foi nos últimos anos que os artistas do estado passaram a ser mais valorizados em grandes eventos, como a Vila do Forró. Para Edvaldo, que se apresentou no Coreto, a projeção vai além das fronteiras de Sergipe. “Vem muita gente de fora. O turismo é muito forte aqui, então a gente tem a possibilidade de, até mesmo, ir tocar em outros locais graças a essa ação do Governo de Sergipe. O governador está de parabéns. Agradeço muito”, expressa ele, que revelou, ainda, alegria por ver colegas também terem a chance de tocar no festejo.
No novo cenário, as grandes realizações do período junino têm protagonismo sergipano, também. Foi isso que ressaltou a cantora Paula Brasil, uma das atrações do Barracão, espaço que recebe, ainda, grupos folclóricos e culturais de todas as regiões do estado. “Na verdade, isso aqui é uma vitrine para a gente. Há alguns anos, não nos sentíamos muito reconhecidos. Agora, temos essa inovação, colocando os artistas da terra no centro nessa ampliação. Amamos fazer isso, e ter nosso trabalho reconhecido é muito importante”, salienta ela, acrescentando se sentir incentivada a prosseguir com a carreira na música.
Público aprova
A aceitação ao calendário estendido e à programação com artistas locais não foi só entre as atrações da Vila do Forró. O metalúrgico Gilberto Vieira de Matos é de Santos, em São Paulo, mas seus pais são de Sergipe. Frequentador assíduo do São João sergipano, ele revelou que veio ao estado em julho sabendo que ainda poderia aproveitar o período junino, graças à promoção de 60 dias de forró. “Meu sangue é sergipano, então é muito legal poder vir curtir isto aqui, especialmente porque tem muito forte o elemento local, que me ajuda a me conectar com as minhas raízes. É muito bacana”, conta ele, acompanhado da esposa, Tatiane Oliveira.
O empreendedor Igor Ferreira visitou a Vila ao lado da família diversas vezes em junho. Ele, que só em 2025 já frequentou a cidade cenográfica cerca de 20 vezes, disse ter celebrado a extensão do evento que ocorreu novamente na edição deste ano, além da visibilidade oferecida aos nomes artísticos sergipanos. “A gente não via esse volume de atrações locais antes, mas, agora, a realidade é outra. Isso é muito legal para a gente conhecer mais, e para que essas pessoas e seu trabalho sejam mais reconhecidos”, sublinha Igor, que frequentou todas as edições passadas da Vila.
País do Forró
A Vila do Forró é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap) e do Banese, em parceria com o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. O projeto conta com o apoio da Energisa, Aperipê TV, Netiz, TV Atalaia, Prefeitura de Aracaju, FM Sergipe e TV Sergipe; e com o patrocínio da Eneva, Iguá Saneamento, Maratá, GBarbosa, Sergas, Deso, Pisolar, Celi Engenharia, Rede Primavera Saúde, SEGV e Indra.











