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STF, CONGRESSO NACIONAL E A INELEGIBILIDADE DE BOLSONARO

O suspiro de esperança do bolsonarismo para que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) fique elegível sucumbiu, virou um inominável e gigantesco pesadelo.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 15.11.2026.
16/11/2024 às 20h39
STF, CONGRESSO NACIONAL E A INELEGIBILIDADE DE BOLSONARO

O suspiro de esperança do bolsonarismo para que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) fique elegível sucumbiu, virou um inominável e gigantesco pesadelo.

A inelegibilidade de Bolsonaro, decretada pelo TSE, poderia ser anulada por dois caminhos: o da própria Justiça, recorrendo ao STF, e pela política, via Congresso Nacional com o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos ataques terroristas de 8 de janeiro.

O problema é que esses dois caminhos foram sucumbidos pelo extremismo radical, inconsequente e irresponsável de uma ala do bolsonarismo. "Enterro da anistia", foi a expressão que deputados e senadores bolsonaristas usaram assim que tiveram conhecimento das bombas na praça dos Três Poderes.

Quanto ao Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, a situação é ainda mais preocupante. O presidente da Alta Corte, Luiz Roberto Barroso, declarou que o ministro Alexandre de Morais, persona non grata do bolsonarismo, pode assumir as investigações sobre as explosões na praça dos Três Poderes. "Se houver conexão, inquérito sobre explosões será anexado a investigação do 8 de janeiro", disse Barroso.

Como não bastasse, ministros do STF já mandaram avisar as duas Casas Legislativas do Congresso Nacional - Câmara dos Deputados e o Senado da República - que "não haverá discussão sobre anistia", o que enterra de vez a esperança bolsonariana do líder-mor disputar o processo sucessório presidencial de 2026.

Bolsonaro de fora da sucessão, o nome mais representativo da direita passa a ser o presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Quem também acompanha o desenrolar da inelegibilidade de Bolsonaro, com bastante interesse, é Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que é secretário de Governo e Relações Institucionais do governo Tarcísio.

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Kassab, caso o chefe do Palácio dos Bandeirantes dispute o pleito presidencial de 2026, será convidado a ser o candidato de Tarcísio na sua sucessão. Lembrando que Gilberto Kassab já foi prefeito de São Paulo.

Salta aos olhos que o PSD, com Kassab sendo o candidato de Tarcísio ao governo de São Paulo, vai dar um chega pra lá na reeleição do presidente Lula (PT). Toda vez que comento o assunto vem logo a pergunta de como se comportará o senador Otto Alencar, presidente do PSD da Bahia, diante de uma decisão do comando nacional do partido de apoiar a candidatura de Tarcísio ao Palácio do Planalto. Otto vai se rebelar contra o, digamos, tarcisismo do PSD?

Voltando à inelegibilidade de Bolsonaro, ela se torna cada vez mais irreversível, favas contadas. Quanto ao besteirol de que Donald Trump vai influenciar o STF, dispensa comentários.

Com efeito, já disse na Coluna Wense que qualquer interferência externa nas decisões que cabem ao Brasil é ferir de morte o preceito constitucional da soberania.

O Brasil não é uma republiqueta.

COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 15.11.2026.

Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política. Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia.

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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

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