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CENTRÃO: O "QUARTO" PODER DA REPÚBLICA

Até quando o presidente da República Federativa do Brasil vai ficar submisso ao centrão, se ajoelhando aos seus pés, sendo dócil com o toma lá, dá cá?

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SÁBADO, 20.04.2024.
21/04/2024 às 09h38
CENTRÃO: O "QUARTO" PODER DA REPÚBLICA

Até quando o presidente da República Federativa do Brasil vai ficar submisso ao centrão, se ajoelhando aos seus pés, sendo dócil com o toma lá, dá cá?

Entra e sai governo, independente de ser de esquerda, direita e suas variantes, e tudo continua, vergonhosamente, como dantes no quartel de Abrantes.

A tal da governabilidade permite até achar "compreensível" que o ministro Juscelino Filho, das Comunicações, filiado ao União Brasil, coloque o sogro no comando da pasta na sua ausência. É o sogrão quem manda.

Aí vem a notícia que o presidente Lula convocou Rui Costa (ministro da Casa Civil), Fernando Haddad (ministro da Fazenda) e Jaques Wagner (líder do governo no Senado) para uma reunião de emergência. O que vem logo na cabeça do leitor é que se trata de algum assunto relacionado à economia. Ledo engano. A preocupação-mor do governo Lula 3 é atender as reivindicações de Arthur Lira (PP-AL), o toma lá, dá cá do insaciável presidente da Câmara dos Deputados.

E o pior é que ainda tem a debochada brincadeirinha do deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara. Quando questionado sobre a insatisfação de Lira, diz que tudo será resolvido com um "consertinho". Até as freiras do convento das Carmelitas sabem do que se trata esse "consertinho".

E assim caminha a política brasileira, com o centrão como o "quarto" Poder da República e o lulismo cada vez mais refém do todo poderoso Arthur Lira.

Vale lembrar que o presidente da Câmara dos Deputados tem a prerrogativa de desengavetar um eventual pedido de impeachment contra o chefe do Palácio do Planalto de plantão.

A óbvia conclusão é que o governo Lula 3 caminha a passos largos para ficar dependente do centrão, acorrentado pelo vergonhoso e escancarado toma lá, dá cá.

A República Federativa do Brasil não pode se transformar em uma republiqueta. O povo brasileiro não merece ver seu país chafurdando no lamaçal da política.

COLUNA WENSE, SÁBADO, 20.04.2024.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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