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TARCÍSIO, DEMOCRACIA E A SUCESSÃO PRESIDENCIAL DE 2026

O chefe do Palácio dos Bandeirantes quer ser o principal adversário da reeleição de Lula, que já decidiu disputar o quarto mandato, o governo Lula 4.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 15.02.2024.
16/02/2024 às 12h56
TARCÍSIO, DEMOCRACIA E A SUCESSÃO PRESIDENCIAL DE 2026

De olho no apoio do bolsonarismo na sucessão presidencial de 2026, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, decidiu comparecer no ato convocado pelo próprio Bolsonaro marcado para 25 de fevereiro na av. Paulista.

O chefe do Palácio dos Bandeirantes quer ser o principal adversário da reeleição de Lula, que já decidiu disputar o quarto mandato, o governo Lula 4. Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, Tarcísio tem dito para seus correligionários mais próximos que não acredita na pré-candidatura de Michelle Bolsonaro (PL).

O partido de Tarcísio, o Republicanos, legenda forte do centrão, tem um representante na Esplanada dos Ministérios. Se trata do deputado Silvio Costa Neto, ministro da pasta de Portos e Aeroportos.

O engraçado é que Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, mesmo a sigla usufruindo das benesses do governo Lula 3, diz, sem nenhum tipo de constrangimento, que o partido, ligado a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), seguirá "independente".

Tarcísio é mais um que comunga com a opinião de que a inelegibilidade de Bolsonaro é irreversível. Sabe também que o bolsonarismo não confia nele, mais especificamente o núcleo duro, o chamado bolsonarismo de raiz.

No mais, esperar a repercussão do ato de apoio ao ex-morador mais ilustre do Alvorada, que alega ser vítima de uma perseguição implacável, que tem como principal protagonista Alexandre de Moraes, ministro do STF, instância máxima do Poder Judiciário.

Na convocação, Bolsonaro diz que será um evento em "defesa da democracia", como se o movimento golpista de 8 de janeiro de 2022 fosse uma ficção cinematográfica.

Que democracia? Perguntaria o caro e atento leitor. A que ultrapassa as "quatro linhas", a que desrespeita e debocha da Lei Maior, da nossa Constituição? A "democracia" que tenta impedir a posse de quem foi eleito pela vontade da maioria? A "democracia" que vai de encontro ao Estado democrático de direito?

Coisas da política, diria o saudoso jornalista Carlos Castello Branco, carinhosamente Castelinho, na sua conceituada coluna no então Jornal do Brasil.

COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 15.02.2024.

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MARCO WENSE
MARCO WENSE
Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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