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Ipesaúde orienta sobre sinais e cuidados relacionados à Síndrome de Burnout

Especialista alerta para a importância de reconhecer os sinais de esgotamento e adotar cuidados que contribuam para a saúde e o bem-estar

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
20/10/2026 às 14h26
Ipesaúde orienta sobre sinais e cuidados relacionados à Síndrome de Burnout
Burnout é uma condição relacionada ao estresse crônico no ambiente de trabalho

Sentir-se esgotado a ponto de não conseguir sair da cama, tomar banho ou colocar uma roupa, alterações no sono, apetite e a sensação de que o trabalho já não importa são alguns dos sinais associados à Síndrome de Burnout. Diante desse cenário, o Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) chama a atenção para a importância de reconhecer os sinais de esgotamento e adotar cuidados que contribuam para a saúde e o bem-estar dos beneficiários.

O burnout é uma condição relacionada ao estresse crônico no ambiente de trabalho. Uma jornada excessiva, a falta de identificação com as tarefas realizadas, pouca autonomia, situações percebidas como injustas e a ausência de alinhamento entre os valores do trabalhador e os da empresa também estão entre os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do quadro. Quando o estresse se mantém por períodos prolongados, o desgaste pode ultrapassar o ambiente laboral e interferir na rotina e no funcionamento do organismo.

Os afastamentos por conta do burnout cresceram mais de 800% em quatro anos no país. Segundo dados da Previdência Social, os afastamentos passaram de 823, em 2021, para 7.595 em 2025, resultando em uma alta de cerca de 823% e acendendo um alerta sobre a saúde mental dos trabalhadores brasileiros.

O cenário reforça a importância de identificar os sinais de esgotamento e buscar acompanhamento adequado. Para a psicóloga do Ipesaúde, Andrea Rabelo, é importante compreender que o desenvolvimento do burnout não está relacionado a um único comportamento.

“Quando falamos em burnout, é importante compreender que não existe um único hábito responsável pelo seu desenvolvimento. Alguns comportamentos podem aumentar essa vulnerabilidade como trabalhar por longos períodos sem pausas, ter dificuldade em estabelecer limites, levar constantemente as preocupações do trabalho para a vida pessoal, manter um nível elevado de autocobrança e perfeccionismo, negligenciar o sono, alimentação, atividade física, o lazer e a convivência social”, explica Andrea Rabelo.

Alimentação, bebidas e cigarro

Durante o tratamento, a alimentação e alguns hábitos também exigem atenção. De acordo com a psicóloga, o mais relevante é manter uma refeição equilibrada e regular, capaz de contribuir para a disposição e para o funcionamento adequado do organismo.

“O consumo excessivo de cafeína, presente no café, em energéticos e em outras bebidas estimulantes, merece atenção principalmente quando interfere no sono ou aumenta a ansiedade. O álcool também deve ser observado, todavia, quando utilizado como uma tentativa de relaxar ou aliviar o estresse. Além de comprometer a qualidade do sono, esse comportamento pode dificultar a recuperação. O cuidado se estende ainda no consumo do cigarro e outras substâncias como forma de aliviar o estresse ou lidar com o esgotamento”, acrescenta Andrea Rabelo. 

Reconhecer esgotamento

Um dos desafios do tratamento do burnout é fazer com que a pessoa reconheça os sinais de esgotamento e compreenda que a condição não se resume a um período de cansaço. “É necessário identificar os fatores que estão contribuindo para o adoecimento e adotar mudanças possíveis na rotina, limites pessoais, autocobrança e na relação com o trabalho e um acompanhamento na parte de saúde mental”, sinaliza. 

Por fim, a desconexão digital merece uma prudência ainda maior nesse cenário. “A desconexão digital pode ser uma estratégia importante, especialmente quando os dispositivos mantêm a pessoa permanentemente conectada às demandas profissionais. É muito comum que o trabalhador encerre fisicamente o expediente, mas continue mentalmente trabalhando por meio de mensagens, e-mails e notificações. Isso dificulta o processo de recuperação psicológica e pode manter o cérebro em estado de alerta”, conclui a psicóloga do Ipesaúde.

Psicóloga Andrea Rabelo / Fotos: Ipesaúde
Psicóloga Andrea Rabelo / Fotos: Ipesaúde
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