
"Nunca ficou muito claro, por exemplo, porque três senadores caíram nas malhas do caso Master, mas só dois foram prontamente alvo de inquéritos e operações da PF, o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, do PT, e o ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, do Centrão. E o também senador e agora candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que pediu a bagatela de R$ 134 milhões para o “irmão” Vorcaro? Por que a abertura do inquérito demorou tanto e não houve operação de busca?" (Eliane Cantanhêde, colunista do Estadão).
O lulismo anda se queixando do ministro André Mendonça, o "terrivelmente evangélico", nomeado pelo então presidente Jair Messias Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Os bolsonaristas estão chamando o relator dos casos Master e INSS de "Mendonção". O que faz lembrar os petistas em relação a Alexandre de Moraes, o "Xandão".
"André Mendonça é o chamado bom moço, um pastor à moda antiga, de fala mansa, ar sério e confiável, que foi colocado no Supremo pelo então presidente Jair Bolsonaro e tem a obrigação moral e funcional - como, de resto, qualquer juiz - de julgar com independência e imparcialidade", diz a jornalista do Estadão.
Que coisa, hein! Pelo andar da carruagem, André Mendonça caminha a passos largos para cometer os mesmos erros de Sérgio Moro, então juiz da Lava Jato, ou de Alexandre de Moraes.
"O risco de André Mendonça é repetir Sérgio Moro ou Alexandre de Moraes, que puseram os pés pelas mãos e foram do céu ao inferno com incrível rapidez. Agora é Mendonça quem tem o desafio de evitar sofrer o tombo dos dois", conclui a conceituada e sempre bem informada Eliane Cantanhêde.
E assim camnha a República Federativa do Brasil, dando um chega pra lá no preceito constitucional de que os Poderes devem ser harmônicos e independentes entre si.
Essa independência é imprescindível - conditio sine qua non - para a proteção do Estado Democrático de Direito. Do contrário, o caos institucional, o salve-se quem puder.
COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 10 DE AGOSTO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.




