
Engraçado (1): a Argentina, em resposta a decisão do governo brasileiro de rebaixar a relação diplomática, diz que "o relacionamento entre os países não pode ser movido por questões ideológicas", como se o presidente Javier Milei se comportasse sem usar sua ideologia de direita radical.
O engraçado (2): a chancelaria argentina declarou que "as relações entre os Estados devem responder aos interesses de seus povos e não às necessidades políticas ou pessoais dos governantes".
Engraçado (3): "a política externa do país continuará sendo guiada exclusivamente pela defesa do interesse nacional, da soberania e do mandato conferido pelo povo argentino".
Ora, ora, a política externa do Brasil é também movida pela defesa da soberania do seu povo e pelo interesse nacional. Lembrando a Javier Milei que o mandato de Lula foi também conferido pelos brasileiros, pelas urnas, pela vontade da maioria.
Bolsonaro bate continência à bandeira americana
Só faltou Flávio Bolsonaro, na convenção nacional do PL, bater continência para a bandeira da Argentina, como fez o pai Jair Messias Bolsonaro com a bandeira dos Estados Unidos.
O engraçado de número 4 ficou por conta do momento que Milei subiu ao palco dançando ao som de "Panic Show", tendo como companheiro o primogênito do ex-morador do Alvorada.
No quesito dança foram reprovados. Pelo andar da carruagem, tudo caminha para serem rejeitados nas urnas.
A soberania do Brasil é inegociável. O patriotismo não pode ser de mentirinha. Tem que ser com todas as letras maiúsculas: PATRIOTISMO.
(Coluna Wense, 5 de agosto de 2026).
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.




