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Geração Neymar é a mais fracassada de todos os tempos – por Erick Cerqueira

Enfim, o fim! O lamentável fim de uma geração que conseguiu ser ainda mais perdedora que a de Zico, na Seleção.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: por Erick Cerqueira
08/07/2026 às 11h42
Geração Neymar é a mais fracassada de todos os tempos – por Erick Cerqueira

Geração Neymar é a mais fracassada de todos os tempos – por Erick Cerqueira

Enfim, o fim! O lamentável fim de uma geração que conseguiu ser ainda mais perdedora que a de Zico, na Seleção.

O tio é velho e já sobreviveu a 12 Copas pra contar histórias.

Chorei na Espanha em 82 ao som de Junior cantando *Voa, Canarinho, voa!* Com o maldito Rossi mandando o futebol arte pra casa, com as calças na mão, na semifinal.

Sofri em 86 no México, com a derrota nos pênaltis para a França de Platini. E naquele dia culpei a Geração Zico que se encerrava ali. O Galinho, ídolo de meu pai — de tantos pelo mundo —, tinha três Copas e três decepções.

Com o fim da era do 10 clássico, veio a Geração Dunga. E começou de forma melancólica, com Maradona driblando toda a seleção do mafioso Eurico Miranda e tocando pra Caniggia fechar o caixão da gente em 90. Morremos nas oitavas – pior participação até o momento.

QUANDO ÉRAMOS GRANDES
Quatro anos depois, finalmente viria o meu primeiro grito de “é campeão”.

Romário chantageou o sequestrador do pai e disse que só jogaria se ele fosse solto. Soltaram o pai dele. O Baixinho bateu no peito e disse: seremos campeões e, se não for, a culpa será toda minha. Podem me cobrar.

O Tetra veio e Dunga ergueu a Taça do Tetra, salvando sua geração. Fim de 24 anos de jejum.

Em 98, veio a Seleção Ronaldo Nazário. Um excelente time, chegou às finais com mérito, mas uma convulsão tirou nossa chance de ser Penta.

Sem traumas. Fica pra próxima.

E ficou mesmo. Em 2002, uma Seleção única, com quatro jogadores com títulos de melhor do mundo, se uniu pra trazer a quinta estrela. Ronaldo, Rivaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho brilharam na Ásia.

É Penta!

Mas daí pra frente, foi só pra trás.

Em 2006 foi uma palhaçada na concentração, clima de já ganhou sem ter ganho nada. E, do nada, culparam Roberto Carlos por não marcar Henry. A França, de novo, nos eliminou nas quartas.

Na seguinte, colocaram Dunga para gerir com mão de ferro o grupo. Mudaram os caranguejos e o mangue ficou o mesmo. Saímos nas quartas e fora Dunga e Felipe Melo!

E aí começou a Geração Neymar
Vamos deixar claro duas coisas. Fez 80 gols pela Seleção em 130 jogos e ganhou, de importante, uma Olimpíada. É muito pouco pra quem viu o Brasil vencer 2 Copas do Mundo.

Disputou 4 Copas do Mundo e 6 Copas América. O único título foi a Copa América de 2019, sem Neymar, que já estava lesionado.

A Geração traz números terríveis. A humilhante goleada de 7×1 pra Alemanha, em casa, sem ele, que estava lesionado. Curiosamente, a Seleção que chegou mais longe numa Copa.

Fomos humilhados pela Bélgica em 2018. Depois, eliminados pela Croácia em 2022. E agora pela Noruega. Três seleções sem um pingo de tradição, até então, em Copas do Mundo.

Ah, mas se o Neymar tiver 20 minutos, num jogo 0x0 ele pode entrar e…
O protagonista da Geração encerra de forma patética o seu fim com a amarelinha. Chutando o 10 dos caras por trás, pra querer aparecer. Talvez ser expulso, pra gerar cortes.

Depois acha um pênalti no último minuto de jogo e fica brincando com o goleiro. Faz o gol e ao invés de pegar a bola e correr pro meio de campo, como fez Didi em 1958 quando tomamos o gol da Suécia, preferiu  “farmar aura”.

Foi abusar o goleiro.

O Brasil estava sendo eliminado? Dane-se. Gerou um cortezinho dele pra fanbase.

Depois sai se batendo nas costas do craque da Noruega e tomando esporro de um menino de 19 anos.

Surreal.

Será que a imaturidade desse ser, não deixou ele perceber que estávamos sendo eliminados?

O cara entrou com 0x0, saiu tomando 2×1, mas seus adoradores vão comemorar o pênalti bem batido. Tão inútil quanto a convocação dele.

A Geração Neymar se encerra com 16 anos de estrada dele com a camisa 10. E as únicas coisas que ele gerou foi uma medalha Olímpica e uma inexplicável síndrome de Estocolmo, do grupo de viuvas do ex-craque, insensíveis aos fatos.

O fim da era do artilheiro inútil, como aqueles que caem com os seus times pra Série B, me trouxe esperança.

Que a nova Geração, a do Vini Jr, que começou junto com esse final da anterior, não deixe o maior hiato de títulos se expandir por mais de 28 anos.

Que a vergonha tenha se acabado com essa Geração.

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ERICK CERQUEIRA
ERICK CERQUEIRA
• Publicitário • Designer Gráfico • MBA em Gestão Esportiva • Colunista de portais, sites, jornais e revistas como Observatório da Imprensa, Cidade/Marketing, Revista Sabiá-Portugal, Revista Página de Polícia-BA, Portal FutebolBahiano.com • Cofundador do Política FC. • Torcedor do Esporte Clube Bahia. Contato:escdesigner@gmail.com
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