
O grande desafio do bolsonarismo é diminuir o favoritismo de Lula no nordeste. O de Fernando Haddad, principal adversário de Tarcísio Freitas na disputa pelo governo de São Paulo, é evitar uma derrota no primeiro turno.
Tarcísio busca o segundo mandato como chefe do cobiçado Palácio dos Bandeirantes pelo Republicanos. Haddad é o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).
Pesquisa divulgada hoje, domingo (5), dia do esperado e preocupante jogo do Brasil contra a Noruega, aponta a possibilidade de Tarcísio liquidar a fatura na primeira etapa eleitoral.
O governador de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, lidera a corrida com 46% dos sufrágios. Haddad, ex-ministro da Fazenda, está na segunda posição com 30%.
Mas o que chama atenção na pesquisa do instituto Datafolha é a insatisfação dos paulistas com a segurança pública e saúde. Outro ponto é que 46% dos entrevistados dizem que o governador "fez menos que era esperado no cargo". Ou seja, não cumpriu com as promessas de campanha.
Mesmo assim, com essas duas queixas, a hipótese da vitória sem precisar de um segundo turno continua. Como a eleição está um pouco distante, pode acontecer uma mudança no cenário.
O caro e atento leitor faria a seguinte pergunta, oportuna e pertinente: Como pode ganhar no primeiro turno com dois quesitos - segurança pública e saúde - tendo uma alta reprovação?
A resposta é inquestionável: o forte e enraizado antipetismo, que vai diminuindo com os tiros deflagrados pelo presidenciável Flávio Bolsonaro nos próprios pés, de preferência no direito.
Como não bastasse, tem o aloprado mano Eduardo Bolsonaro e o conselheiro-mor Paulo Figueiredo, ambos morando nos Estados Unidos, que vem se transformando na "tábua de salvação" da reeleição do petista-mor.
O antipetismo e o antibolsonarismo continuam inabaláveis, o que termina sendo ruim para o Brasil.
Por que ruim? Ora, ora, se vota em fulano de tal, mesmo corrupto, porque é quem pode derrotar o candidato do lulismo ou do bolsonarismo.
Que coisa, hein! Até que ponto chegamos. É melhor ter um bolsonarista corrupto no poder do que um petista com boas intenções e vice-versa. Um petista ladrão do que um bolsonarista de passado limpo.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2026
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.




