Quinta, 18 de Junho de 2026
24°C 25°C
Salvador, BA
Publicidade

A falta de maturidade da categoria de investigadores e escrivães da Polícia Civil da Bahia na luta por melhores salários

A principal barreira para os investigadores e escrivães da Polícia Civil da Bahia conseguirem reajustes salariais reais não está só no governo. Está na forma como a própria categoria conduz suas pautas. por LUIZ FERREIRA

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Bel LUIZ CARLOS FERREIRA
18/06/2026 às 11h39
A falta de maturidade da categoria de investigadores e escrivães da Polícia Civil da Bahia na luta por melhores salários

A falta de maturidade da categoria de investigadores e escrivães da Polícia Civil da Bahia na luta por melhores salários

A principal barreira para os investigadores e escrivães da Polícia Civil da Bahia conseguirem reajustes salariais reais não está só no governo. Está na forma como a própria categoria conduz suas pautas.

Falta maturidade política para negociar. Em vez de apresentar dados técnicos, produtividade e comparativos com outras polícias, o discurso muitas vezes cai na emoção, na ameaça de paralisação e na postura de confronto direto. Governo não negocia sob pressão vazia, negocia com argumento. E argumento exige união, estudo e estratégia, coisas que ainda faltam.

Falta maturidade de união interna. Investigador puxa de um lado, escrivão de outro, enquanto os Delegados "nadam de braçadas". A categoria não fala uma língua só, com pautas comuns e representatividade de fato, qualquer pleito vira ruído. Governo adora categoria dividida, porque negociar com fragmento é mais barato.

Falta maturidade de comunicação. No momento em que a Instituição literalmente calou a boca dos investigadores e escrivães, proibindo qualquer manifestação nas mídias, proibindo de dar entrevista em rádios e televisão, sob ameaça de sanções no órgão correcional, e em contraproposta, limitou ao delegado este direito, sem dúvidas perdemos espaço junto a sociedade, a qual só enxerga a figura do delegado de polícia, como sendo o "severino", o faz tudo, quando na realidade a situação é bem diferente. 

A sociedade baiana e o governo precisam entender por que um escrivão e um investigador merecem ganhar melhor. Mas isso não se constrói com post de desabafo e vídeo de crise. Se constrói mostrando serviço: elucidação de casos, combate ao crime, papel fundamental na investigação. Vender valor é diferente de cobrar aumento.

Sem mudar a postura, o melhor salário vai continuar sendo só promessa de campanha. Maturidade aqui não é aceitar pouco. É saber jogar o jogo: dados na mesa, categoria unida e narrativa que convença quem paga a conta.

Sobre o autor:
(*) Luiz Ferreira é articulista e analista político, com atuação voltada à leitura crítica da história política brasileira contemporânea. Acompanha de forma permanente os movimentos ideológicos, as relações de poder e os impactos das decisões governamentais na vida da sociedade. Seus textos priorizam a análise histórica, o debate público e a formação de opinião, com foco no interesse do cidadão comum.

Redes sociais:
E-mail: lcfsferreira@gmail.com
Facebook: /LcfsFerreira

🌐 COLUNA DO AUTOR:

*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE, assim você estará apoiando o jornalismo independente!*

*INSCREVA-SE* no Canal do YouTube do PÁGINA DE POLÍCIA - @tvpaginadepolicia

Clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...:

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
FIM DO MUNDO Há 1 hora

CRONICA DO FIM DO MUNDO

Às vezes eu me pego pensando em coisas e situações que mudaram drasticamente na minha vida, aí fico pensando: será que acontece com todo mundo? Será que todos perceberam estas transformações?  por LUIZ FERREIRA

“Sofreu um surto” Há 2 horas

BOLSONARO, A ARMA DE FOGO E AS INSINUAÇÕES MALDOSAS

O fato do ex-presidente Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar, está manuseando uma arma de fogo, não pode ser subestimado, jogado para debaixo do tapete. por MARCO WENSE

MÚLTIPLAS VOZES Há 2 horas

Quem são os criminosos? Amigo e inimigo no direito penal e o dispositivo punitivista

A questão permanece atual, pois revela o dispositivo punitivista de viés conservador, elitista e racista que historicamente tem orientado os rumos da política criminal e da segurança pública no Brasil. por Alexandre Pereira da Rocha

MÚLTIPLAS VOZES Há 3 horas

Universidades como palco da política digital: Que segurança possível?

Precisamos encarar o fenômeno da agitação da ultradireita como uma forma de violência híbrida sobre as universidades, sobre seus responsáveis e usuários. por Susana Durão e Taís Lombardi

SEGURANÇA NO MUNDO Há 3 horas

Carteles como FTO: un riesgo aumentado para la seguridad en América Latina

E.E.U.U. ya no se conforma con la cooperación operativa entre agencias de seguridad para lograr la captura de capos (kingpin strategy) sino que opta por el lanzamiento de una ofensiva maximalista que va por ellos y por sus redes de protección, recurriendo incluso a la acción militar unilateral.  por Lisa Sánchez

Salvador, BA
25°
Tempo limpo
Mín. 24° Máx. 25°
26° Sensação
6.33 km/h Vento
77% Umidade
100% (11.6mm) Chance chuva
05h54 Nascer do sol
17h16 Pôr do sol
Sexta
25° 24°
Sábado
25° 24°
Domingo
24° 23°
Segunda
25° 24°
Terça
25° 21°
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,17 +1,29%
Euro
R$ 5,93 +0,88%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 342,664,38 -2,76%
Ibovespa
168,365,16 pts -0.05%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Anúncio