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Memória e Verdade: SJDH integra comitiva em visita ao Forte do Barbalho

A criação de espaços para preservação e fortalecimento da memória coletiva foi o principal objetivo da Visita ao Forte do Barbalho, realizada na ma...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
01/04/2026 às 10h22
Memória e Verdade: SJDH integra comitiva em visita ao Forte do Barbalho
Fotos: Rafael Bessa/MDHC

A criação de espaços para preservação e fortalecimento da memória coletiva foi o principal objetivo da Visita ao Forte do Barbalho, realizada na manhã desta terça-feira (31), em Salvador. A ação integrou a programação da 7ª Marcha do Silêncio, que acontece nesta quarta-feira (1º). A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) integrou a comitiva formada por representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e da Secretaria de Cultura (Secult). O grupo ‘Tortura Nunca Mais’, ex-presos políticos da ditadura militar e autoridades também participaram do ato, que rememorou parte da história do cárcere, visitando antigas celas e salas de torturas.

A proposta é transformar o Forte do Barbalho em um memorial para que as gerações possam ser conscientizadas sobre os males causados pelo regime militar, um triste capítulo da história do Brasil, contribuindo para a reparação e formação em Direitos Humanos. Construído na época do Brasil Colonial, o Forte do Barbalho serviu de cárcere privado para militantes que se opuseram à Ditadura e lutaram pela democracia. O local abriga, atualmente, a Associação Baiana de Técnicos, Produtores e Artistas, que promove formação de canto, futebol, karatê, teatro, dança, oficina de figurino e iluminação.

A presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), Eugênia Augusta Gonzaga, destaca a importância do Brasil ter espaços de preservação da memória e de construção do conhecimento. “O Forte do Barbalho é um dos espaços mais emblemáticos do país, de memória da violência de Estado desde o Império”, ressaltou Gonzaga.

Maria Fernanda Cruz, coordenadora de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos da SJDH, que acompanhou a visita, destaca o empenho da SJDH em promover ações de preservação da memória e verdade. “A SJDH segue empenhada no tema memória e verdade. Essa é uma pauta importante para que a sociedade não esqueça o que aconteceu no passado, na época da ditadura militar. Esse é um momento simbólico, de reafirmar o compromisso com a formação em Direitos Humanos e de propor uma reflexão profunda e fazer justiça por aqueles que lutaram pela democracia”, afirmou Cruz.

“Hoje é uma data que marca a véspera do golpe militar, fazendo uma visita para relembrar esse período trágico brasileiro de repressão, de violação de direitos humanos, para que nunca mais aconteça e para que possamos sempre efetivar nossa política de memória, verdade, justiça e reparação”, ressaltou a secretária-Executiva Adjunta do MDHC, Carolina Reis.

O ex-ministro dos Direitos Humanos, atual assessor de Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Nilmário Miranda, o professor Emiliano José e Diva Santana, um ds fundadores do Tortura Nunca Mais, também participaram da visita.

Marcha do Silêncio

A 7ª edição da Marcha do Silêncio acontece nesta quarta-feira (1º), na Praça da Piedade, em Salvador. Promovida pelo Grupo Tortura Nunca Mais e movimentos sociais parceiros, com o apoio da SJDH, o ato integra uma agenda de ações para relembrar a luta contra a Ditadura Militar (1964-1985), considerado um dos períodos mais sombrios da história do país. Com o tema ‘Crime Continuado: Lembrança Permanente’, a marcha convoca a sociedade a clamar por justiça e reparação, sem anistia para os envolvidos em crimes políticos, ocorridos na ditadura militar, e que ainda não tiveram os processos penais julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A concentração está prevista para às 15h30, na Praça da Piedade, que contará com diversas apresentações artísticas e a presença de autoridades. A caminhada sairá às 17h, em direção ao “Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos”, no Campo da Pólvora.

Fonte

Ascom/SJDH

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