
O Verão Sergipe chegou ao fim no último fim de semana, em Canindé de São Francisco, após três meses de intensa programação que percorreu diferentes pontos do litoral e do interior do estado. Neste período, o evento passou por Aracaju, Pirambu, Ponta dos Mangues, Abaís e Barra dos Coqueiros, encerrando o circuito no sertão sergipano, em Canindé, reunindo moradores e visitantes em torno do esporte, do lazer e da convivência.
Um dos eventos mais importantes do calendário esportivo e turístico de Sergipe, o Verão Sergipe vai além da programação em si, ele é aguardado durante todo o ano pelas comunidades que recebem cada etapa. Em cada município, a chegada do projeto movimenta a economia local, valoriza os espaços públicos e fortalece o turismo, ao mesmo tempo em que cria oportunidades para que a população vivencie o esporte de forma acessível e inclusiva.
Realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Seel), a iniciativa promove uma ampla variedade de modalidades, que vão do BMX ao triathlon, passando por competições tradicionais de praia e atividades recreativas, como o mesabol. A diversidade da programação contribui para ampliar o alcance do evento, envolvendo tanto atletas quanto participantes que buscam lazer e qualidade de vida.
Na etapa final, em Canindé, a programação contou com beach tênis, vôlei, futvôlei, frescobol, vôlei de praia, águas abertas, corrida e o banho assistido, fechando o ciclo com uma agenda movimentada até o último momento.
Um dos destaques do Verão Sergipe são as corridas, que a cada edição se tornam mais disputadas e aguardadas. Atletas de diferentes níveis se preparam ao longo do ano para participar das etapas, elevando o nível técnico e transformando cada prova em um momento de superação e celebração coletiva.
Entre os participantes, o casal Iana Oliveira e Luís Antônio, que acompanhou todas as etapas das corridas. Em Canindé, eles completaram os 5 km e conquistaram a sexta medalha da edição, encerrando sua participação no circuito completo. “Para nós virou um compromisso mesmo. Não é só correr, é se organizar para estar em cada cidade, viver o percurso, encontrar pessoas e construir essa rotina com o esporte”, disse Iana.
Luís Antônio também destacou a transformação na rotina. “A corrida começou como algo pontual e hoje está totalmente integrada na nossa vida. A gente treina pensando nas etapas, se prepara melhor e aproveita o momento também como lazer. O Verão Sergipe acaba sendo esse incentivo constante para não parar”.
Já para Josué Souza, de 8 anos, presença frequente no banho assistido em Canindé, a experiência tem um significado simples e direto. “Eu venho porque gosto de entrar na água e brincar”.
O secretário de Esporte e Lazer em exercício, Flávio Mendonça, avaliou o alcance do evento ao longo dos meses. “Quando a gente olha para o Verão Sergipe como um todo, vê que ele não se resume aos dias de programação. Tem gente que começa a treinar antes, que se organiza para viajar, que envolve a família. Em cada cidade, a dinâmica muda, o público muda, mas a participação acontece. Isso mostra que o esporte vai se encaixando na rotina das pessoas de formas diferentes, sem exigir um perfil único”, afirmou.
Ao fim de mais uma edição, o Verão Sergipe reafirma seu papel como um grande catalisador de esporte, lazer e desenvolvimento regional. Mais do que um evento itinerante, ele conecta cidades, fortalece comunidades e deixa, em cada parada, a expectativa renovada para o próximo ano.






















