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Centro Estadual de Referência Rilza Valentim registra 430 mil atendimentos em três anos

O Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF/Hemoba) completa três anos nesta sexta-feira (13) com 430 m...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
12/03/2026 às 14h07
Centro Estadual de Referência Rilza Valentim registra 430 mil atendimentos em três anos
Foto: Thuane Maria/GOVBA

O Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF/Hemoba) completa três anos nesta sexta-feira (13) com 430 mil atendimentos ambulatoriais realizados desde a inauguração. O serviço, localizado em Salvador, oferece assistência multiprofissional, exames especializados e medicamentos de alto custo a pacientes com doenças hematológicas benignas.

A estudante Nátily Santos, 16 anos, é acompanhada pelo Centro há dois anos. Diagnosticada com doença falciforme ainda no teste do pezinho, ela retorna à unidade a cada três meses, sempre ao lado da mãe, para dar continuidade ao tratamento. “Evoluí bastante desde que cheguei aqui. O atendimento é perfeito. A médica é super carinhosa, e todos se preocupam com os pacientes”, conta.

A doença falciforme é uma condição genética que altera o formato dos glóbulos vermelhos, que passam a ter aparência semelhante à de uma foice, podendo provocar dores intensas e outras complicações. Atualmente, o Centro acompanha cerca de cinco mil pessoas, de toda a Bahia, que vivem com a doença.

Já o técnico em refrigeração Luan Lima, 33 anos, tem hemofilia A e é assistido pelo CERPDF desde a inauguração da unidade. “Eu acho muito bom. Já fui atendido pelos médicos plantonistas nos finais de semana, pelas enfermeiras e técnicas, e todos sempre me trataram super bem, desde a recepção. Não tenho do que reclamar”, relata.

O serviço conta com uma equipe formada por hematologistas, ortopedistas, oftalmologistas, neurologistas, hepatologistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, odontólogos, enfermeiros e farmacêuticos, que realizam consultas, exames, dispensação de medicamentos e procedimentos especializados para pacientes da capital e do interior do estado.

Para ampliar a capacidade de atendimento, em 2026 foram incorporados novos profissionais: dois hematologistas, um hematologista pediátrico, um pediatra, sete clínicos gerais, um ortopedista, um cardiologista, dois oftalmologistas e três neurologistas. Com o intuito de qualificar a marcação de consultas e exames, foi contratado mais um profissional e implantada uma nova linha telefônica.

“Com números crescentes de atendimentos ao longo desses três anos, o Centro de Referência vem assistindo, de forma comprometida e atenta, aos pacientes com doenças hematológicas benignas de todo o estado, por meio de uma equipe formada por profissionais de diversas áreas da saúde. Também disponibilizamos ambulatório transfusional e exames especializados, como doppler transcraniano, mielograma, biópsia de medula e curativos especiais. Além disso, investimos na capacitação técnica não apenas da nossa equipe, mas também de profissionais de serviços do interior, para qualificar cada vez mais o cuidado às pessoas com doença falciforme”, destaca Anelisa Streva, diretora do Centro de Referência.

Ações educativas e institucionais –Além da assistência direta aos pacientes, o Centro também tem investido em ações educativas e no fortalecimento da rede de atenção no estado. Ao longo desses três anos, o CERPDF realiza o podcast mensal Café com Saúde, para discutir questões relacionadas à doença falciforme. Também promove palestras nas salas de espera, orientações farmacêuticas, discussões de casos clínicos, grupos terapêuticos de nutrição e simpósios.

Para fortalecer a rede de atenção, foram realizadas capacitações externas em municípios como Teixeira de Freitas, Xique-Xique, Valença, Porto Seguro, Camaçari, Abaré e Rodelas. Internamente, equipes de enfermagem e administrativas participaram de treinamentos voltados à comunicação humanizada e ao aprimoramento das práticas assistenciais.

Entre os avanços institucionais, destacam-se a criação da Comissão de Combate ao Racismo da Hemoba, o monitoramento do Censo Estadual das Pessoas com Doença Falciforme e o apoio ao edital da FAPESB, que destinou R$ 4 milhões para pesquisas sobre doença falciforme e os impactos do racismo estrutural.

O Centro também promoveu ações culturais e de conscientização em datas importantes, como o Dia Mundial da Hemofilia, o Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme e o Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme, incluindo visitas ao Museu de Arte Contemporânea da Bahia e ao Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador.

Fonte

Ascom/Hemoba

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