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Transplantes de rim com doador falecido avançam em Sergipe

Um único doador beneficiou dois pacientes renais crônicos sergipanos

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
07/03/2026 às 11h16
Transplantes de rim com doador falecido avançam em Sergipe
Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho

Os transplantes de rim com doador falecido seguem avançando na saúde pública de Sergipe. Na última sexta-feira, 6, mais dois pacientes foram transplantados na Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), em Aracaju. Os procedimentos são resultado de um contrato firmado entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a unidade beneficente, no valor de R$ 241 milhões, que viabiliza a realização de transplantes de rim e fígado, além de cerca de 700 procedimentos hospitalares por mês.

Os pacientes renais crônicos José Adriano dos Santos, de 27 anos, e José Charles dos Santos, de 54, conseguiram passar pelo transplante graças à solidariedade de uma família que autorizou a doação de órgãos do seu ente querido. O doador era um homem de 30 anos, vítima de traumatismo craniano. A captação dos órgãos ocorreu no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), e todo o processo até o transplante foi organizado pelas equipes da Organização de Procura de Órgãos de Sergipe (OPO/SE) e da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE). Durante o procedimento, foram captadas as córneas e os dois rins, que permaneceram em Sergipe, além do fígado, que seguiu para Salvador, na Bahia. 

O urologista Diego Marques, um dos médicos que integrou a equipe responsável pelos transplantes, destacou que o estado de Sergipe conta com uma logística eficiente, o que facilita a realização dos procedimentos. “Esses são o terceiro e o quarto transplante renal que realizamos. Desta vez, de uma forma especial, porque um único doador beneficiou dois pacientes do nosso estado. Ou seja, o rim direito e o esquerdo vão tirar dois pacientes da hemodiálise, dando a eles mais qualidade de vida. Temos a sorte de ter um estado com uma logística eficiente, que facilita o transporte dos órgãos, diminui o tempo de isquemia e proporciona melhores resultados no pós-operatório desses pacientes”, ressaltou.

O aracajuano José Adriano nasceu com apenas um dos rins funcionando e, algum tempo depois, o outro também perdeu a funcionalidade, levando o jovem à máquina de hemodiálise. “Estou me sentindo muito feliz e agradecido a Deus por essa cirurgia. Já faz quatro anos que faço hemodiálise. Deixei de trabalhar e de fazer muitas coisas. Agora, será um recomeço”, declarou.

Para o frei paulistano José Charles, que faz hemodiálise há sete anos, o transplante representa a esperança de uma vida melhor. “Eu ficava até quatro horas na máquina de hemodiálise, três vezes por semana e, por conta disso, tive que parar tudo o que eu fazia. Espero um recomeço após o transplante. É muita emoção e só tenho que agradecer a Deus”, afirmou.

Como ser um doador

A doação de órgãos e tecidos depende da autorização familiar, mesmo que o desejo de ser doador tenha sido manifestado em vida. O protocolo é iniciado com a identificação de pacientes em estado neurocrítico, acompanhados pela Organização de Procura de Órgãos de Sergipe (OPO/SE). Após a confirmação da morte encefálica, os órgãos são disponibilizados aos pacientes compatíveis pela Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE), seguindo as normas do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e sob supervisão do Ministério Público.

Segundo o coordenador da CET/SE, Benito Oliveira, as doações de órgãos em Sergipe estão melhorando. “Salvar vidas com doações de órgãos é o nosso objetivo. O transplante só acontece se houver a doação. Os transplantes estão cada vez mais tendo indicações, com excelentes resultados. Qualquer pessoa pode precisar de um transplante, do mesmo jeito que qualquer um pode ser doador. Avise a sua família que você é um doador de órgãos”, destacou.

Contrato estratégico

O contrato com a Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), com investimento anual superior a R$ 241 milhões, garante não apenas a realização de transplantes de rim e fígado, mas também cerca de 700 procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade por mês, totalizando aproximadamente 8.300 por ano, em especialidades como cirurgias cardíacas, neurológicas, vasculares, ortopédicas e oncológicas.

Além disso, a unidade realiza cerca de 14.500 atendimentos ambulatoriais por mês, chegando a mais de 174 mil ao ano, incluindo consultas, exames e procedimentos. A estrutura permite que serviços estratégicos, como transplantes, sejam realizados no próprio estado, sem a necessidade de deslocamento dos pacientes para outras unidades da federação.

Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
Diego Marques // Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
Diego Marques // Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
José Adriano // Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
José Adriano // Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
José Charles // Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
José Charles // Fotos: Mário Sousa e Valter Sobrinho
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