
A presença feminina na educação pública de Sergipe não é apenas simbólica, é estrutural. Atualmente, 25 mulheres ocupam cargos de gestão na Secretaria de Estado da Educação (Seed), atuando na formulação e execução de políticas educacionais estratégicas. Na docência, a força feminina é ainda mais expressiva: são 6.224 professoras e 108 educadoras profissionais distribuídas nas 319 unidades de ensino da rede pública estadual. E quando se trata de matrículas, os números evidenciam que 72.689 são meninas, do total de 141.872 estudantes matriculados no ano letivo de 2026, demonstrando equilíbrio no acesso e na permanência escolar.
Os investimentos em qualificação também se destacam. Presentemente, 2.734 mulheres da rede têm formação em nível de pós-graduação — sendo 2.292 especialistas, 389 mestres e 53 doutoras — , o que demonstra o compromisso permanente com a formação continuada. No que tange à participação de estudantes em olimpíadas científicas e feiras de conhecimento, o avanço também é significativo: das 4.870 participações registradas, em 2025, 2.225 são de alunas, perfazendo 45,68% do total.
Os números confirmam uma transformação significativa em curso: meninas ocupando espaços historicamente desafiadores, professoras altamente qualificadas formando novas gerações e mulheres conduzindo decisões estratégicas na administração pública educacional. Vale enfatizar, contudo, que esse movimento não é voluntário, mas respaldado por marcos institucionais e políticas governamentais.
A liderança feminina que estrutura a educação
À frente da Seed desde 2026, a professora efetiva da rede pública estadual Maria Gilvânia Guimarães dos Santos carrega na trajetória profissional a própria história da educação sergipana nas últimas três décadas, desde a docência até assumir o cargo máximo da educação estadual. Ela destaca que a presença feminina na gestão pública imprime um diferencial importante. “O desafio na Seed é enorme, mas a presença feminina traz uma gestão de proximidade. A Educação é feita, em sua grande maioria, por mulheres: são professoras, diretoras, servidoras e merendeiras. Quando eu ocupo este cargo, trago o olhar de quem entende as múltiplas jornadas dessas profissionais. Nosso diferencial é a capacidade de conciliar o rigor técnico com a sensibilidade social, garantindo que as metas pedagógicas sejam batidas, mas sem esquecer-se do bem-estar de quem está na escola”, salienta.
A secretária ressalta que a representatividade feminina precisa ir além da ocupação de espaços simbólicos. “É importante destacar que a representatividade feminina não pode ser apenas simbólica”, comenta. Na prática, essa perspectiva se traduz em políticas estruturadas que dialogam com as necessidades das estudantes e profissionais da Educação.
Para as estudantes da rede pública, ela deixa uma mensagem direta. “Sigam investindo na formação e na liderança de vocês. O Governo de Sergipe está de portas abertas e acredita que uma educação transformadora passa, necessariamente, pelo protagonismo das mulheres”, frisa.
Série
Para este 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) apresenta uma série de reportagens que narra histórias que traduzem um compromisso coletivo: mulheres que lideram, organizam, ensinam e pesquisam, construindo um futuro mais equitativo e socialmente transformador em Sergipe.








