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Formação orienta comunidade escolar na prevenção à violência contra meninas e mulheres

Ação formativa com a Serenas prepara educadores para desenvolver atividades de prevenção durante a Semana Escolar de Enfrentamento e ao longo do ca...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
04/03/2026 às 16h13
Formação orienta comunidade escolar na prevenção à violência contra meninas e mulheres
Formação orienta comunidade escolar na prevenção à violência contra meninas e mulheres// Fotos: Maria Odília

A Secretaria de Estado da Educação (Seed), em parceria com a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), deu início, na terça-feira, 4, à formação preparatória para a Semana Escolar de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. A atividade, promovida pela Serenas, instituição dedicada a prevenir as violências baseadas no gênero no Brasil por meio da educação, reuniu educadores em um momento de diálogo e aprofundamento sobre o papel da escola na prevenção de violências contra meninas e mulheres, apresentando estratégias e propostas de atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano letivo, com foco especial na mobilização da Semana Escolar.

A coordenadora do Serviço de Projetos Escolares para os Direitos Humanos (Sepedh) da Seed,Adriane Damascena, comentou sobre o encontro realizado.
“A gente está numa agenda, junto ao DED e ao Serenas, para a semana de combate à violência contra a mulher. Essa ação de hoje é preparatória para os professores de diversas escolas, para trazer a primeira reflexão, fazer oficinas e, a partir disso, eles reproduzirem em seus locais de trabalho”, explica. 

De acordo com Ronney Marcos Santos, assessor pedagógico do Departamento de Educação (DED) da Secretaria, a contribuição do setor na atividade se dá por meio da articulação e fortalecimento das práticas pedagógicas desenvolvidas nas unidades de ensino. “É um trabalho em que a gente se soma para levar às escolas essa perspectiva do trabalho de enfrentamento à violência de gênero. A gente tem educadores na rede que já vêm fazendo essa coleta de práticas exitosas na rede de professores, e que trabalham com essa temática, e como essas informações vão chegar a eles e aos estudantes, o que pode ser multiplicado para todas as escolas da rede. Esse é o nosso objetivo principal, dar todo esse suporte pedagógico. Além disso, temos um material preparado pelo Serenas, que já está disponível no Ava da Seed. É um curso bem completo, com certificação e que trata de uma temática tão urgente, principalmente no espaço escolar”, compartilha Ronney.

Programação

Durante o encontro, foram abordados conceitos sobre violências baseadas em gênero, sinais de atenção no ambiente escolar e estratégias pedagógicas adequadas a diferentes faixas etárias. A equipe da Serenas também apresentou sugestões de atividades práticas que podem ser aplicadas tanto na Semana Escolar de Enfrentamento quanto ao longo do ano letivo, fortalecendo a atuação preventiva das escolas.

Amanda Sadalla, Mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford e diretora executiva do Serenas falou sobre a importância da ação. “A gente espera que as pessoas hoje formadas, especialmente os professores, disseminem esses conhecimentos sobre a violência facilitada pela tecnologia na sua prática de sala de aula, tanto no acolhimento de casos, fazendo um acolhimento mais humanizado e efetivo de estudantes, como também na prevenção, levando esse conteúdo para as aulas de História, Geografia, Sociologia, inserindo isso no dia a dia nas salas de aula”, expressa. 

Para os educadores presentes, a formação representou um espaço importante de escuta, troca de experiências e fortalecimento da prática pedagógica.
“Eu penso sempre que uma formação colabora para ampliar as reflexões que o professor tem feito. Porque às vezes a gente fica ali na escola, só fechada no nosso contexto e não pensa em outras possibilidades. Então, quando a gente vem para uma formação e dialoga com nossos colegas e formadores, essa rede de reflexão colaborativa ajuda a ampliar o que a gente está pensando e fazendo. Eu acho que a riqueza da formação, quando ela é dialogada e há a possibilidade de a gente  conversar entre os colegas colaboradores, tem essa função de expandir, não só a nossa reflexão, mas também o nosso olhar sobre esse contexto”, diz Maristela Félix, professora de Língua Portuguesa do Colégio Estadual Hermínia Caldas, em Nossa Senhora do Socorro. 

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