
Mulheres trabalhadoras da área da Educação do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Panamá, Honduras, El Salvador, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru e Bolívia estão participando, em Salvador, do Encontro Regional da RED de Trabalhadoras da Educação Internacional da América Latina. A atividade foi aberta, nesta terça-feira (3), e tem o objetivo de promover o debate sobre democracia, orçamento educacional, condições de trabalho, inteligência artificial, comunicação estratégica, enfrentamento às violências e a dimensão política das identidades raciais e étnicas.
A secretária de Políticas para as mulheres do Estado da Bahia, Neusa Cadore, representou o governador Jerônimo Rodrigues na abertura do encontro, que segue até esta quarta-feira (4), e destacou a importância da iniciativa. “A educação e as políticas para mulheres precisam caminhar juntas, sendo a educação pública um eixo estruturante das políticas de equidade de gênero. A escola é, muitas vezes, o primeiro lugar em que as meninas tomam consciência de seus direitos. É na sala de aula, na prática pedagógica, na convivência escolar, que podemos romper com estereótipos de gênero, questionar o machismo, o racismo, a LGBTfobia, e afirmar outras formas de viver, de se relacionar, de sonhar. Portanto, um encontro como este, com trabalhadoras da educação de onze países, reafirma o compromisso do governo da Bahia e do Brasil, com a escola pública gratuita, laica, inclusiva, de qualidade social; com a valorização das profissionais da educação; com a defesa da democracia e a garantia de direitos das mulheres”, afirmou.
O encontro contou com a presença da ministra Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, dentre outras autoridades. Na conferência de abertura sobre as Políticas públicas como expressão da democracia, ela destacou a importância da defesa da democracia. “É um tempo em que a democracia, ela está sendo fortemente combatida, não só internamente no nosso país, mas no cenário que nós vivemos, latino-americano e transnacional. A gente vive então esse momento que é de uma instabilidade política, vamos dizer, uma instabilidade política produzida, intencionalmente produzida. Uma disputa de sentido sobre o que é democracia, sobre o lugar que os direitos humanos ocupam, sobre o reconhecimento da dignidade humana como princípio organizador das políticas públicas”, afirmou, ao destacar a importância da educação, da escola pública e dos profissionais da Educação na defesa da democracia, do multilateralismo, da soberania e dos direitos humanos.
A professora Iêda Leal, de Goiás, falou sobre as expectativas do encontro. “A gente veio aqui reforçar o mês de março na luta persistente do combate a todas as violências contra as mulheres. Então nós, educadores, que temos a responsabilidade de ajudar no desenvolvimento do país, nós nos reunimos com uma força, tarefa internacional de reafirmar o nosso compromisso. A educação sempre fará a diferença na vida das pessoas”, destacou.
Na oportunidade, as participantes levantaram placas, fazendo ecoar o clamor: “Parem de nos matar”’, em protesto pelos altos índices de feminicídio no Brasil e no mundo. No país, a cada dia, seis mulheres são mortas por feminicídio.
Fonte
Ascom/SPM




