
Referência estadual em atendimentos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) mantém uma estrutura organizada e uma equipe multiprofissional dedicada a garantir segurança, qualidade e acolhimento aos pacientes internados. Com 168 leitos destinados ao internamento, sendo 97 clínicos e 71 cirúrgicos, a unidade atua diariamente para assegurar assistência integral desde a entrada no pronto-socorro até o momento da alta hospitalar.
A média de permanência hospitalar no Huse varia entre 12 e 15 dias, considerando todo o período de internamento, desde a admissão até a alta. Apenas em 2025, no período de janeiro a dezembro, foram disponibilizadas 4.476 vagas para internamento, reforçando a capacidade operacional e o papel estratégico da unidade na rede estadual de saúde.
Segundo o coordenador do Internamento, Alex Santos, o trabalho da equipe vai além da assistência técnica. “De forma geral, a equipe do internamento se dedica diariamente para oferecer um acolhimento de acordo com a necessidade do usuário, trabalhando sempre com segurança e qualidade. Buscamos não apenas o tratamento da doença, mas também proporcionar conforto dentro do que é possível, garantindo que o paciente se sinta assistido e respeitado durante todo o período de internação”, destacou.
Ele reforçou que a unidade vem aprimorando fluxos e processos internos para tornar a experiência do paciente cada vez mais eficiente e resolutiva. “Seguimos melhorando os processos para oferecer uma assistência cada vez mais organizada, reduzindo o tempo de permanência quando possível e garantindo que cada leito seja utilizado de forma estratégica dentro da rede”, completou.
Atendimento multidisciplinar e resolutividade
A assistência institucional se reflete na prática. O lavrador Gracivaldo Alves dos Santos, 51 anos, morador do município de Nossa Senhora de Lourdes, no alto sertão sergipano, recebeu alta após três meses internado na Ala C da unidade. Ele foi diagnosticado com Síndrome de Fournier, uma infecção bacteriana rara e grave que provoca necrose de tecidos na região genital e exige intervenção cirúrgica imediata, além de acompanhamento contínuo.
“Estou saindo hoje do Huse com o coração partido e ao mesmo tempo agradecido, já com saudade dessa equipe maravilhosa e humanizada. Graças a Deus, fui encaminhado imediatamente para o tratamento e às cirurgias. Estou voltando para casa bem tratado”, declarou.
Assistência centrada no paciente
Para a diretora Assistencial do Huse, Maria Lúcia Santos, a assistência institucional da unidade é pautada na integralidade do cuidado. “O Huse tem como missão oferecer uma assistência segura, resolutiva e humanizada. Trabalhamos com equipes multiprofissionais integradas, protocolos bem definidos e monitoramento constante dos indicadores assistenciais. Nosso foco é garantir que o paciente receba atendimento de qualidade, com dignidade e respeito, desde a admissão até a alta”, ressaltou.
Ela destaca ainda que os resultados alcançados são fruto do comprometimento coletivo. “Cada alta hospitalar representa o esforço de uma equipe inteira. A estrutura é fundamental, mas são as pessoas que fazem a diferença na consolidação de uma assistência pública eficiente”, enfatizou.









