
Sergipe se tornou palco de grandes eventos esportivos. Desde 2023, o Governo do Estado tem fortalecido a atração de dezenas de competições de porte nacional e internacional, reunindo milhares de atletas e equipes de diversas partes do Brasil e do mundo para competir em uma série de modalidades. Para o ano de 2026, está prevista a realização de diversos outros campeonatos com apoio da gestão estadual, reforçando o protagonismo sergipano no cenário do esporte dentro e fora do país.
São realizações esportivas como o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, que ocorreu na capital em maio de 2025, um dos principais campeonatos do segmento esportivo no país e que contou com a presença das campeãs olímpicas Duda Lisboa e Ana Patricia. O estado também é destino de competições como o Ironman 70.3, considerado o principal evento de triatlo em toda a América Latina e realizado de forma consecutiva nos últimos dois anos em Sergipe. O território sergipano também já foi palco do Troféu Brasil de Ginástica Artística 2023, e recebeu o Jungle Fight Championship, o maior campeonato latino-americano de Artes Marciais Mistas (MMA).
A atração de grandes realizações esportivas continua em 2026, a exemplo do Campeonato Brasileiro Escolar de Handebol Sub-18 (JEBs), realizado neste final de fevereiro aqui no estado. Sergipe recebe ainda neste ano a Copa Rainha Marta Nordeste, o Pan-Americano de Ginástica Aeróbica, os Campeonatos Brasileiros de Judô, de Ginástica Rítmica, de Ciclismo de Estrada, de Wrestling e de Surf. Também estão previstos os Jogos Universitários Brasileiros Futebol, em parceria com a Confederação Brasileira do Desporto Universitário, e mais uma edição do Ironman.
Para a secretária de Estado do Esporte e Lazer, Mariana Dantas, o saldo positivo é resultado do preparo amplo e efetivo de Sergipe para sediar competições de escopo elevado. “Nossas praças esportivas estão estruturadas, nossas equipes técnicas capacitadas e seguimos trabalhando para que o estado continue sendo escolhido como sede de grandes competições. Isso mostra que Sergipe vive um novo momento no esporte, com planejamento, credibilidade e capacidade de entrega. O esporte transforma vidas, gera oportunidades e projeta nosso estado para o Brasil e para o mundo”, afirmou.
Parte dessa série de torneios nacionais, o estado recebe, neste mês de fevereiro, o Campeonato Brasileiro Escolar de Handebol Sub-18 (JEBs), realizado em Aracaju. A competição reúne 765 estudantes-atletas (377 no feminino e 388 no masculino), que representam 50 instituições de ensino de diversos estados brasileiros. Há ainda 56 técnicos e 27 chefes de delegação.
Atletas aprovam
Entre os jovens atletas e técnicos das equipes do JEBs, a avaliação da sede do torneio é positiva. Com experiência de competição em várias partes do Brasil, a atleta da equipe da Paraíba Ana Luísa Paiva conta ter se surpreendido com a estrutura que encontrou no estado. “Tem muitas quadras na cidade e elas não ficam em um lugar só. Existe uma variedade bem interessante para jogar e treinar. É algo que não se encontra em outros estados. O placar eletrônico também é legal, porque em vários outros locais ainda é analógico”, considera ela.
As praças esportivas mencionadas por Ana Luísa incluem o Ginásio Constâncio Vieira, no bairro 13 de Julho, e a Quadra Poliesportiva Geraldo Oliveira, situada no bairro São José. Os jogos ocorrem ainda no Instituto Federal de Sergipe (IFS), no bairro Cirurgia, que também integra a programação como espaço de jogos, e na Escola de Esportes Estação Cidadania do bairro Bugio. Com isso, o evento mantém presença estratégica em diferentes partes da capital, integrando-se às comunidades.
A diversidade somada à qualidade é ressaltada pelo treinador da equipe feminina do Maranhão, Eduardo Teles. Na avaliação dele, as instalações que o estado oferece garantem bons jogos de handebol, mas destaca também que Sergipe tem oferecido muito mais do que isso. “O que eu vejo aqui que não tem em outros lugares é a hospitalidade do povo sergipano. A gente pergunta sobre algo e as pessoas nos informam. O comércio está sempre pronto para atender. Isso é muito importante”, considera.
Já a jovem atleta Luísa Belloni, do time que representa Minas Gerais, conta estar encantada com Sergipe. Pela primeira vez no estado, ela afirma que Aracaju a impressionou pelas belezas naturais e pela rica cultura da capital. “A estrutura está maravilhosa. A cidade é muito linda. A gente está amando conhecer tudo isso. O ar é diferente de tudo que eu já vi. É muito aconchegante, muito gostoso”, expressa ela.
Economia aquecida
Se por um lado os grandes eventos fortalecem o esporte sergipano, as realizações também geram impacto positivo na economia. Os torneios atraem grandes quantidades de pessoas ao estado, entre atletas e profissionais ligados ao esporte, impulsionando de forma significativa o turismo, criando oportunidades e gerando renda para a população. Um dos segmentos econômicos beneficiados é o setor hoteleiro, que vê a demanda subir com as competições nacionais e internacionais.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH-SE), Antônio Carlos Franco, a melhora é evidente. “Eventos esportivos de grande porte têm um impacto extremamente positivo para o nosso setor. Eles aumentam a taxa de ocupação, ampliam o tempo de permanência dos visitantes e movimentam toda a cadeia produtiva do turismo. A hotelaria sente diretamente esses resultados, e o benefício alcança todo o estado”, explica.
O ganho é sentido de forma ampla na economia. Proprietária de uma lanchonete próxima ao Ginásio Constâncio Vieira, a empreendedora Tatiane Vieira enfatiza que vê o movimento subir exponencialmente com as competições, a exemplo do JEBs. “Isso traz mais visibilidade para o comércio. O investimento que a gente faz é recuperado, porque tem muitas pessoas que vêm consumir. E aqui nós trabalhamos com comida saudável. Então, tem tudo a ver com esporte. Que continue assim, com muitos eventos”, pontua ela.
















