
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria Operacional da Saúde (Dops), realizou, nesta segunda-feira, 23, uma reunião com profissionais de saúde que atuam na rede estadual de urgência pediátrica para discutir o protocolo de atendimento de crianças e adolescentes durante o período de sazonalidade das síndromes respiratórias.
O protocolo tem como objetivo preparar a rede pública de saúde do estado para enfrentar o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que afeta principalmente a população infantil. Segundo a diretora operacional da SES, Jurema Viana, a secretaria instituiu um grupo de trabalho para elaborar e revisar o documento, formado por médicos pediatras, enfermeiros e servidores da própria pasta. “O protocolo é voltado para profissionais de saúde que vão atuar na assistência a crianças e adolescentes. Ele traz a abordagem desde a classificação de risco, o primeiro atendimento, a identificação das síndromes respiratórias, até o manejo desses casos”, ressaltou.
De acordo com a coordenadora da pediatria do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) e integrante do grupo de trabalho, Christianne Souza, durante a sazonalidade, o número de atendimentos de crianças com casos graves de doenças respiratórias aumenta mais de 50% no Huse. “O principal diagnóstico desses casos é o quadro de bronquiolite. Então, o grupo de trabalho é formado para organizar os serviços da SES que atuarão nesses casos, para não ocorrer sobrecarga de trabalho para os profissionais e que as crianças não fiquem desassistidas".
Atualmente, a rede de saúde pública estadual conta com 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, distribuídos no Huse, no Hospital e Maternidade Santa Isabel e no Hospital Universitário de Aracaju da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS). Em breve, a SES irá lançar um edital para credenciamento de novos leitos de UTI pediátrica, com o objetivo de ampliar a assistência durante o período de sazonalidade.
Síndromes respiratórias
A Síndrome Respiratória Aguda Grave afeta principalmente crianças. Entre os vírus identificados, há predomínio dos vírus Influenza A e B e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), ocasionando infecções das vias aéreas que atingem diretamente as crianças, demandando uma grande procura por serviços de saúde e atendimentos pediátricos, com alto índice de internamento. É importante que a população mantenha a vacinação em dias e, em caso de qualquer sintoma, procure atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.







