
Mesmo sob forte chuva em Salvador, atletas, membros da comunidade esportiva, servidores públicos e público em geral se reuniram para doar sangue e salvar vidas na iniciativa da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) em parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba). Durante toda esta quarta-feira (28), no Estádio de Pituaçu, foram 59 inscritos e 49 bolsas de sangue coletadas.
Em um contexto de alta necessidade dos bancos de sangue, o ponto de coleta foi organizado na sede da Sudesb, que fica no Estádio de Pituaçu. Essa mobilização, que envolve diferentes agentes do esporte, é valorizada pelo diretor-geral em exercício da Sudesb, Diogo Rios.
“É nosso segundo ano com essa ação com a Hemoba. Se esporte é vida, nada melhor para traduzir a vida do que a doação de sangue. Conseguimos sensibilizar aquela ala de influência do esporte, e vemos esse resultado com as federações aqui presentes, trazendo aqueles que competem e os adeptos de cada modalidade. A gente sabe da importância do esporte para a saúde e do papel social que ele exerce dentro das comunidades”, pontua Diogo.
Um exemplo disso é a tenista Gabriela Ballalai, de 17 anos, que doou pela primeira vez após o convite da Sudesb. Apesar do receio, ela ficou muito feliz com o ato. “Muita gente não sabe, mas apenas uma bolsa de sangue pode atender de três a quatro pessoas. É um gesto muito empático, que muitas vezes não recebe a devida atenção, seja por falta de informação ou por não ser visto como algo importante. Com sua doação, você pode salvar vidas. Eu fiquei muito feliz em doar pela primeira vez”, afirmou a atleta.
O mês de janeiro é visto como crucial para doação de sangue por conta da alta necessidade decorrente de acidentes de trânsito, devido ao aumento das viagens de férias, além das ocorrências em festas que preenchem o calendário do mês. Quem explica isso é a assistente social da Hemoba, Vanessa Lago. Ela também reforça a importância do ato de doar.
“Nós abastecemos todo o estado da Bahia. Por isso, os estoques têm que sempre estar abastecidos para atender à demanda que é elevada. Janeiro, então, é um mês que precisamos ainda mais, mas precisamos sempre. E a população acolheu, atendeu a nossa chamada, as pessoas estão vindo fazer suas doações e nos dar esse suporte”, afirma.
Boa ação no pódio -Entre presidentes de federações esportivas, técnicos, membros de projetos sociais da Sudesb, o momento de doação contou também com a presença de campeões mundiais como Bruno Jacob, do jet ski. Além do título de melhor do mundo, o atleta com dez títulos nacionais conta que é importante a presença de esportistas doando sangue para servir de exemplo para os que se inspiram neles.
“Faço frequentemente doação de sangue. Sempre achei importante, e acho que essas ações com atletas do esporte influenciam de forma positiva toda a comunidade esportiva e o público em geral. Cada vez mais, a gente precisa difundir essas boas ações; doar sangue é um gesto válido e salva muitas vidas”, comenta.
Essa vontade de ajudar é o que mobilizou também a funcionária da Sudesb, Edneuza dos Santos, a se inscrever para doar. Ela considera importante fazer doação desde quando sua filha, que é doadora, teve necessidade. “Doar sangue salva vidas. Vejo o exemplo da minha filha, que é doadora e, quando precisou, recebeu doações. Então, é um ato que salva vidas e é uma coisa muito boa, muito bonita”, diz.
A recorrência nas doações é outra meta no âmbito esportivo. O presidente da Federação Baiana de Ciclismo (FBC), Oscar Schimidt, vê como um compromisso importante que ações como essa da Sudesb aconteçam todos os anos. “A Federação Baiana de Ciclismo, o governo do estado estão sempre promovendo essas campanhas para que os atletas possam estar empenhados em fazer o bem”, pontua.
Para o público esportivo, a Hemoba orienta que atletas e demais doadores evitem a prática de atividade física imediatamente antes da doação e por cerca de 12 horas após a coleta, especialmente com o braço utilizado no procedimento. A mesma orientação serve para o público em geral, que participou da coleta desde cedo, como o caso de Tauane Souza, administradora de 25 anos, que ia para o Shopping Bela Vista doar, mas soube da presença no Hemóvel nas redondezas do seu bairro.
“A partir de um grupo de amigos, decidimos doar de seis em seis meses. Eu vi no Instagram da Hemoba que estaria aqui perto da minha casa e vim logo cedo. Eu acho essa ação solidária muito importante, porque, além de você contribuir para outras vidas, eu acredito que, em algum momento, isso terá algum retorno para si próprio, não só na questão do benefício físico, mas também até espiritual”, conclui, reforçando o caráter da iniciativa focado no esporte, mas aberto ao público.
As indicações da assistente social da Hemoba para doar sangue é que o candidato precisa estar bem alimentado, se inscrever, apresentando documento oficial com foto. A pós essa etapa, ele passa por uma triagem em que o médico verifica o estado de saúde, observando clinicamente se a pessoa tem condição de fazer a doação. Estando apto, o doador segue para a coleta, que dura em média de 10 a 15 minutos.
A unidade móvel da Hemoba tem capacidade para atender simultaneamente até quatro candidatos. A estrutura para receber o público conta com áreas cobertas e atuação conjunta entre órgãos envolvidos, garantindo conforto, segurança e orientações adequadas em diferentes localidades. Os pontos e horários de coleta na capital e em 21 cidades do interior, e os locais do Hemóvel, estão disponíveis em https://www.ba.gov.br/hemoba/onde-doar .
Fonte: Ascom/Sudesb
