
Sergipe foi destaque em uma reportagem de alcance nacional exibida na última quinta-feira, 22, no Jornal da Band, ao ser apontado como o único estado das regiões norte e nordeste a apresentar taxa de homicídios abaixo da média brasileira. O levantamento, baseado em dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), traçou um panorama das mortes violentas no país e evidenciou as disparidades regionais nos índices de criminalidade.
De acordo com os dados apresentados, a média nacional é de aproximadamente 15 homicídios a cada 100 mil habitantes. Entre os 15 estados que compõem as regiões norte e nordeste, apenas Sergipe apresenta índice inferior a esse patamar, com taxa de 13,22 mortes por 100 mil habitantes, consolidando-se como uma exceção positiva no cenário regional.
Especialistas em segurança pública ouvidos na reportagem apontam que os índices mais elevados registrados nos demais estados estão associados, principalmente, à atuação do crime organizado e à ocupação territorial por facções criminosas, fatores que intensificam disputas, fortalecem estruturas ilegais e contribuem para o aumento da violência letal. Sergipe, neste contexto, mantém uma trajetória distinta, marcada pela redução consistente dos homicídios.
Os resultados também colocam Sergipe à frente das metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Segundo o coordenador da Coordenadoria de Estatística e Análise de Dados da Secretaria de Segurança Pública (CEACrim/SSP), Sidney Teles, o estado encerrou 2025 com o menor número de homicídios dolosos desde o início da série histórica, em 2003. “Fechamos o ano com o menor número de homicídios dolosos desde o início da série histórica. Sergipe já atingiu os principais eixos previstos para 2030”, destacou.
Entre as metas já alcançadas estão a redução da taxa de homicídios para abaixo de 16 mortes por 100 mil habitantes, atingida ainda em 2024 e mantida em 2025, com índice de 13,22. A taxa de lesão corporal seguida de morte ficou em 0,13, bem abaixo da meta nacional de 0,30. Já a taxa de mortes violentas de mulheres encerrou 2025 em 1,9 por 100 mil habitantes, permanecendo dentro dos parâmetros definidos pelo Governo Federal.




