
O nepotismo está liberado. O Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, deu legalidade à nomeação de parentes para cargos políticos.
Vai ser uma festa: prefeitos, governadores e presidente da República nomeando seus familiares para a função, respectivamente, de secretário municipal, estadual e ministro de Estado.
O STF formou maioria sobre a permissão da nomeação de parentes. Cinco ministros da Alta Corte seguiram o voto de Luiz Fux: André Mendonça, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Veja abaixo, caro e atento leitor, ipsis litteris, o comentário de Osvaldino Felix Soares, assinante do UOL Notícias.
"Como diz o ditado popular: "nada está tão ruim que não possa piorar", agora cargos públicos serão cabides de emprego e não tem essa lenga-lenga de que "serão atendidos critérios de qualificação técnica e idoneidade moral...", no Brasil isto nunca acontecerá. Meus sentimentos!".
O nepotismo rotulado de cruzado fica proibido, que é uma espécie de toma lá, dá cá. Ou seja, eu nomeio seu parente e você nomeia o meu, com destaque para os cônjuges, podendo ser tanto o marido quanto a esposa, e os filhos.
Quem apoiar um determinado candidato a prefeito em decorrência do programa de governo será chamado de otário. O apoio tem que ser condicionado à promessa de emprego para seus familiares, incluindo no pacote o cônjuge e os filhos.
Que coisa, hein! A curiosidade fica por conta dos dois critérios para consolidar o nepotismo: qualificação técnica e idoneidade moral. Quem vai julgar que o indicado é portador desses dois requisitos imprescindíveis? Pelo andar da carruagem, o próprio quem indicou, o marido em relação a esposa e vice-versa.

A conclusão é que a sobrevivência do nepotismo vai deixar a família dos políticos "numa boa", como dizem os mais jovens. Farinha pouca, meu pirão primeiro ou, se o caro e atento leitor preferir, "besta é coelho". Dois ditados populares que se encaixam perfeitamente na modesta Coluna Wense de hoje.
COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 24.10.2025.
(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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