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A ENTREVISTA DE ÉDEN VALADARES

A majoritária puro-sangue, rotulada pela oposição de “chapa da soberba”, teria para o Senado Jaques Wagner (reeleição) e o ministro Rui Costa, com Jerônimo Rodrigues buscando o segundo mandato.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SÁBADO, 30 DE AGOSTO DE 2025.
30/08/2025 às 19h37
A ENTREVISTA DE ÉDEN VALADARES

Ao ser questionado sobre a chapa puro-sangue ou 100% petista, em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, na TV Band, Éden Valadares, ex-presidente do PT da Bahia, disse que o critério para a composição da majoritária é o que "mais favoreça à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues".

A majoritária puro-sangue, rotulada pela oposição de "chapa da soberba", teria para o Senado Jaques Wagner (reeleição) e o ministro Rui Costa, com Jerônimo Rodrigues buscando o segundo mandato.

Éden rasgou elogios a Wagner: "Meu timoneiro, me ensinou que a gente em política não pode brigar com a obviedade. Quando a política começa a brigar com a obviedade, começa a ter caminho muito torto e não dá certo no final".

Éden pode até ter razão em relação ao presidente Lula, que a majoritária composta por Jerônimo, Wagner e Rui, as três principais lideranças do petismo da Boa Terra, é o melhor caminho para o quarto mandato de Lula (reeleição).

O ex-dirigente do lulopetismo da Terra de todos os santos e orixás, de um sincretismo religioso como exemplo de respeito pela posição de fé de cada cidadão e cidadã, deixa nas entrelinhas que concorda com a defenestração, sem dó e piedade, do também senador Angelo Coronel (PSD) da majoritária.

O engraçado em todo esse imbróglio, que tende a ficar mais intenso com a proximidade do pleito, é que o argumento da candidatura natural só serve para Jaques Wagner. Matematicamente falando, consideram o Coronel como um zero à esquerda.

Éden Valadares erra quando diz que a melhor chapa para reeleger o governador Jerônimo Rodrigues é com os dois senadores do PT. Éden desdenha a força política e eleitoral do PSD. Esquece que o senador Otto Alencar, presidente estadual da legenda, já deixou bem claro que não vai aceitar que Angelo Coronel, seu compadre e companheiro de partido, fique de fora da majoritária.

Outro ponto diz respeito aos ensinamentos de Wagner, considerado o 'bruxo" das articulações políticas, de que a política não pode desafiar a obviedade, sob pena de nada dá certo.

Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o PSD é imprescindível para o projeto da reeleição de Jerônimo Rodrigues, a permanência do PT por mais quatro anos na chefia do cobiçado comando do Palácio de Ondina.

A obviedade que salta aos olhos, diria até que ululante, fácil de perceber, inquestionável, é que a chapa puro-sangue pode levar o PSD a romper com a base aliada. Lembrando ao caro e atento leitor que Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, secretário de Governo e Relações Institucionais do presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, acompanha o pega-pega na composição da chapa governista.

O bom conselho para o lulopetismo, que serve também para Éden Valadares, é buscar um entendimento entre Jaques Wagner e Rui Costa.

PSD fora da majoritária é o maior desejo da oposição, que tem como maior liderança ACM Neto, pré-candidato ao governo da Boa Terra pela federação União Progressista (UP).

Concluo dizendo que Éden Valadares está brigando com a obviedade, não está seguindo o ensinamento do seu "timoneiro".

COLUNA WENSE, SÁBADO, 30.08.2025

(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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