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A DIREITA BRASILEIRA CAVA SUA PRÓPRIA SEPULTURA

ACM Neto, que passa a ser um dos principais caciques da federação União Progressista, uma junção do União Brasil com o Progressista, erra quando diz que “o sobrenome não ajuda a fechar um acordo”, se referindo ao centrão e a família Bolsonaro.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 20 DE AGOSTO DE 2025.
21/08/2025 às 12h32 Atualizada em 21/08/2025 às 12h35
A DIREITA BRASILEIRA CAVA SUA PRÓPRIA SEPULTURA

ACM Neto, que passa a ser um dos principais caciques da federação União Progressista, uma junção do União Brasil com o Progressista, erra quando diz que "o sobrenome não ajuda a fechar um acordo", se referindo ao centrão e a família Bolsonaro.

Ora, ora, é muita ingenuidade do ex-prefeito de Salvador achar que o bolsonarismo não vai condicionar o apoio ao presidenciável da oposição a uma indicação do vice. E esse vice será um dos filhos de Bolsonaro ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Salta aos olhos que o único filho do ex-morador do Alvorada que tem chance de integrar a majoritária como vice é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), considerado o menos radical, o que procura o diálogo como o melhor caminho para aparar as arestas envolvendo o centrão e o bolsonarismo.

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estão literalmente descartados. O primeiro andou dizendo que os governadores-presidenciáveis são "ratos" e "oportunistas". O segundo se autointitula como o "pai do tarifaço" e endossa a opinião do irmão.

O problema é o ex-presidente Bolsonaro aceitar o chega pra lá nos filhos, já considerados como "personas non grata" pelo centrão e os governadores pré-candidatos à sucessão de Lula: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG).

Já disse aqui que o bolsonarismo rotulado de raiz não confia em Tarcísio de Freitas. Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, a unânime opinião é que o chefe do Palácio dos Bandeirantes, assim que for eleito para o cargo mais cobiçado do Poder Executivo, vai procurar sua independência política, não vai fazer mais cafuné no líder-mor da direita brasileira.

O inquestionável é que a união da direita é imprescindível para evitar o quarto mandato de Lula, o governo Lula 4. Do contrário, a permanência do petista-mor por mais quatro anos como chefe do Palácio do Planalto.

Do lado do governismo nenhuma disputa. O candidato é Luiz Inácio Lula da Silva, salvo algum impedimento por problemas de saúde, que não escolhe o grau de importância do político, seja ele vereador ou presidente da República.

A minha intuição política diz que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerado pelo bolsonarismo como o maior "cabo eleitoral" do pleito de 2026, deve estar muito chateado com a direita brasileira, que anda se engalfinhando. Não descarto também um arrependimento de Trump em ter se envolvido com o processo político no Brasil.

Agora é esperar que a direita brasileira tenha juízo, que deixe a autofagia de lado, sob pena de ter que engolir o "sapo barbudo", como o saudoso e inesquecível Leonel Brizola chamava Lula.

A direita, com esse pega-pega, vai cavando sua própria sepultura. Vale lembrar que não há mais espaço para uma nova tentativa de impedir que o candidato eleito tome posse.

(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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