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Temporada das jubarte e aparição de pinguins reforçam cuidados ambientais na Bahia

Enquanto os pinguins começam a aparecer em pontos da Bahia, outros visitantes ilustres já marcas presença: as baleias-jubarte. Todos os anos, entre...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
11/08/2025 às 21h11
Temporada das jubarte e aparição de pinguins reforçam cuidados ambientais na Bahia
Foto: Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA)

Enquanto os pinguins começam a aparecer em pontos da Bahia, outros visitantes ilustres já marcas presença: as baleias-jubarte. Todos os anos, entre julho e outubro, cerca de 30 mil baleias migram para as águas quentes do Nordeste, especialmente à costa da Bahia, para se reproduzirem.

‘‘A população das jubarte chegou a quase desaparecer. Em 1985, restavam cerca de mil indivíduos. Hoje, felizmente, esse número vem aumentando a cada temporada’’, explica a oceanógrafa da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Alice Reis. A história das jubarte na Bahia é antiga. ‘‘Elas nascem aqui, no Banco de Abrolhos e na Baía de Todos os Santos. Por isso dizemos que são baleias baianas, e mais do que nascer, elas estrelam’’, comenta Alice. Antes eram vistas como recurso energético, pois o óleo das baleias era usado como combustível. Hoje, elas são símbolo de conservação e recuperação ambiental. ‘‘A proteção legal e o turismo responsável foram fundamentais para essa virada’’, completa.

A observação das jubarte é permitida, mas exige cuidados: manter distância mínima de 100 metros, evitar áreas de parto, reduzir a velocidade das embarcações e nunca nadar com os animais. ‘‘Cuidar do nosso patrimônio natural é também cuidar da nossa relação com o mar’’, reforça a oceanógrafa.

A chegada do inverno trouxe os pinguins-de-Magalhães ao litoral baiano. São originários da Patagônia e acabam migrando em busca de alimento, mas alterações climáticas e correntes marítimas mais fortes podem desviá-los até o Nordeste.

O Centro Estadual de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), gerido pela Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), atua em parceria com o Instituto Mamíferos Aquáticos (Ima) no resgate dos animais. O CETAS é responsável por receber, identificar, triar, reabilitar e destinar corretamente os animais resgatados, entregues voluntariamente ou apreendidos em ações de fiscalização ambiental.

Neste ano de 2025, o Ima já registrou 27 encalhes no estado. Muitos chegam debilitados e com hipotermia, por isso não devem ser devolvidos ao mar ou colocados em gelo. A recomendação é manter distância, afastar os animais domésticos e acionar órgãos ambientais como Inema, Ima ou Polícia Ambiental. Ainda é reforçado pelo Ima que o Brasil vive em um estado de alerta para Influenza Aviária, e evitar contato com as aves é essencial para a segurança de todos. É válido lembrar que se você encontrar um animal silvestre ferido, longe de seu habitat natural, fale com o Disque Resgate do CETAS pelo WhatsApp (71) 99661-3998.

Fonte: Ascom/Inema

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