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SUCESSÃO ESTADUAL, WAGNER E KASSAB

A sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) é a mais comentada nos bastidores do Congresso Nacional, nas duas Casas Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SÁBADO, 09.O8.2025.
11/08/2025 às 16h34
SUCESSÃO ESTADUAL, WAGNER E KASSAB

A sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) é a mais comentada nos bastidores do Congresso Nacional, nas duas Casas Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado.

As lideranças políticas não entendem, estão sobressaltadas com o tratamento dado ao PSD pelo lulopetismo da Boa Terra, a terra de todos os santos e orixás, de um sincretismo religioso que salta aos olhos.

A perplexidade fica mais escancarada com as pesquisas de intenções de voto, que apontam um favoritismo de ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia no pleito de 2026.

Obviamente que a conversa nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, tem como ponto de partida a defenestração do senador Angelo Coronel (PSD) da majoritária da base aliada, com uma composição puro-sangue petista ou "chapa da soberba", como diz o oposicionismo.

Com efeito, o argumento da candidatura natural só é usado para o senador Jaques Wagner (PT-reeleição), que foi o idealizador da chapa 100% vermelha. Não serve para o Coronel.

O desdém do lulopetismo com Angelo Coronel, como que o governador Jerônimo Rodrigues não precisasse do seu apoio e do PSD para sua reeleição, é inacreditável. A permanência do gestor da Boa Terra por mais quatro anos como morador mais ilustre do Palácio de Ondina é dada como favas contadas.

Lembrando ao caro e atento leitor que o PSD tem como dirigente-mor estadual Otto Alencar, presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Ivana Bastos preside a Assembleia Legislativa do Estado (ALBA). O PSD tem 115 prefeitos, 9 deputados estaduais, 2 federais e 2 senadores.

Se com todo esse "arsenal" político o PSD é tratado como um aliado coadjuvante, fico a imaginar se o partido tivesse um terço dessa força política.

O lulopetismo trata o Coronel como se fosse um inimigo político, um zero à esquerda. Ledo engano. A defenestração do Coronel vai consolidar o favoritismo de ACM Neto.

Outro ponto é que o PT vai passando a impressão que não está preocupado com o segundo mandato de Jerônimo Rodrigues. Deixar Angelo Coronel fora da majoritária é alimentar uma decisão de cima para baixo, assentada no "manda quem pode, obedece quem tem juízo".

Reservadamente, conversando com correligionários bem próximos, Jerônimo Rodrigues tem manifestado sua preocupação com uma majoritária puro-sangue. Mas não pode tornar pública essa insatisfação com o senador Jaques Wagner.

A formalização da majoritária puro-sangue pode levar o comando nacional do PSD, sob a batuta de Gilberto Kassab, a tomar uma decisão que seria a pá de cal na reeleição de Jerônimo Rodrigues: o apoio da legenda à candidatura de ACM Neto.

No frigir dos ovos, a teimosia com a chapa 100% petista vai terminar sobrando para o governador Jerônimo Rodrigues, impedindo que seu sonho seja realizado, o de acrescentar no seu currículo político a mesma proeza dos companheiros Jaques Wagner e Rui Costa, que governaram a Boa Terra por dois mandatos.

Concluo dizendo que Gilberto Kassab, liderança-mor do PSD, acompanha o imbróglio em torno da composição da majoritária com bastante interesse.

Outro lembrete é que Kassab, politicamente falando, é considerado como um "bruxo", assim como Jaques Wagner. Ambos dão beliscão em azulejo.

E com as unhas grandes.

(*) MARCO WENSE é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

# Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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