
O título do comentário de hoje é uma homenagem a Roberto de Souza, saudoso radialista de Itabuna. Quando tinha um imbróglio entre dois políticos, ele dizia: "Confusão! Confusão! Confusão!
É o que está acontecendo entre o presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e Eduardo Bolsonaro (PL), filho "Zero Três" do ex-morador do Palácio do Alvorada.
E o pior é que a família Bolsonaro já começa a brigar entre eles. O "Zero Quatro", que é o mais velho, saiu em defesa de Tarcísio. Disse que o chefe do Palácio dos Bandeirantes cumpre seu papel quando procura os empresários para resolver o problema do tarifaço.
O atabalhoado Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado, morando nos Estados Unidos por conta do bom pai, via Pix, com dinheiro arrecadado dos bons bolsonaristas, acusa Tarcísio de ser subserviente às elites brasileiras.
Todo esse pega-pega, Tarcísio versus Eduardo, irmão versus irmão, coloca a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como opção bolsonariana para o pleito presidencial de 2026. Com efeito, as pesquisas apontam um empate técnico entre Lula e Michelle, tanto no primeiro turno como na segunda etapa eleitoral.
A preocupação do bolsonarismo rotulado de raiz, que se autointitula como o único representante verdadeiro e autêntico da direita brasileira, quando se discute o nome da ex-primeira-dama, diz respeito ao durante da campanha, mais especificamente em relação aos debates entre os candidatos, já que o próprio bolsonarismo admite que Michelle não tem conteúdo para enfrentar um frente a frente com os adversários, o que pode provocar a perda de preciosos pontos nas intenções de voto.
Lembrando ao caro e atento leitor que Michelle, coordenadora do movimento do PL Mulher, não tem um bom relacionamento com os filhos do ex-presidente.
Confusão! Confusão! Confusão!, diria Roberto de Souza, hoje em um lugar chamado de eternidade.
PS (1) - O que chama mais atenção em todo esse bafafá são as declarações messiânicas e soberbas de Bolsonaro, como, por exemplo, a de que muda o "destino do Brasil" se tiver o controle de 50% do Congresso Nacional. E mais: "Com metade do Senado, vou mandar mais que o presidente da República".
É muita pretensão e ousadia. Será que o inelegível Bolsonaro, caso Tarcísio de Freitas seja eleito, vai fazer dele um boneco de engonço?

PS (2) - A imagem acima define muito bem Bolsonaro. Ele se vê no espelho como um leão. O problema é que esse leão foi expulso da selva, assim como Bolsonaro do processo político.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 16.07.2025
(*) MARCO WENSE é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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