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TARCÍSIO E O TARIFAÇO

Alguém tem que dizer ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que seu comportamento diante da taxação de 50% dos produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ficando feio.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SÁBADO, 12.07.2025.
12/07/2025 às 14h32 Atualizada em 12/07/2025 às 14h39
TARCÍSIO E O TARIFAÇO

Alguém tem que dizer ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que seu comportamento diante da taxação de 50% dos produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ficando feio.

Na ânsia de agradar o ex-presidente Bolsonaro (PL), com o escopo de conquistar o apoio do ex-chefe do Palácio do Planalto, o presidenciável Tarcísio de Freitas é só cafuné no representante-mor da direita brasileira.

Tarcísio peticionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo uma autorização para Bolsonaro viajar para os EUA. O ex-morador do Alvorada teria um encontro com Trump, que baixaria a taxa. "De volta" ao Brasil, o "mito" seria consagrado.

O que chama mais atenção é a ingenuidade de Tarcísio de achar que o STF, instância máxima do Poder Judiciário, iria atender seu pedido.

O caro e atento leitor perguntaria por que "de volta" está aspeado. A resposta é que Bolsonaro, cuja prisão é dada como favas contadas, poderia ficar lá nos EUA, deixando o STF a ver navios, mais especificamente o ministro Alexandre de Moraes.

A Alta Corte adotou dois ditados populares como argumentos para negar o pedido de Tarcísio: "é melhor prevenir do que  remediar" e "seguro morreu de velho".

O jornalista Leonardo Sakamoto, da Uol Notícias, tem razão quando diz que Tarcísio, como governador de São Paulo, joga a institucionalidade "no lixo".

Como presidenciável "age como office boy de Bolsonaro".

Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, diz que Tarcísio "telefonou para ministros do STF a fim de propor que o tribunal devolvesse o passaporte de Bolsonaro e o liberasse para ir aos EUA negociar com Trump o fim do tarifaço". Finaliza dizendo que o governador "revelou uma piada involuntária que vai entrar para o anedotário nacional".

Lamentável essa submissão de um governador do Estado mais importante do Brasil a Bolsonaro. A ponto de discordar do tarifaço somente quando conversa com seus próprios botões. De público, foge do assunto como o diabo da cruz.

PS (1) - Fico a imaginar se Jair Messias Bolsonaro estivesse na Presidência da República e um País de ideologia de esquerda tarifasse os produtos brasileiros em 50%. Seria um Deus nos acuda. O discurso da soberania viria logo à tona. Em rede nacional, o presidente de plantão convocaria a população para ir às ruas, de verde e amarelo, para protestar contra o tarifaço.

PS (2) - Tem também os que acreditam que Tarcísio não foi ingênuo. Muito pelo contrário. Sabia que o STF iria negar o pedido para que Bolsonaro se ausentasse do País. O objetivo foi atingido: mais uma narrativa de que o STF persegue Bolsonaro.

COLUNA WENSE, SÁBADO, 12.07.2025.

(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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