
Negociar a extinção dos processos judiciais contra o ex-presidente Bolsonaro, inclusive anulando a inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é enterrar de vez a soberania da República Federativa do Brasil.
Qualquer recuo do governo brasileiro diante das exigências do trumpismo é jogar a Lei Maior na sarjeta. O artigo 1° da Constituição preceitua que o Brasil "é um Estado soberano, o que significa que possui independência e poder para tomar decisões políticas, econômicas e sociais sem interferência externa".
Salta aos olhos que o governo dos Estados Unidos enxerga o Brasil como uma republiqueta. Enquanto isso, Bolsonaro emite uma nota expressando "respeito e admiração" pelo presidente Donald Trump.
A opinião de Bolsonaro, que parece comemorar a taxa de 50% sobre os produtos brasileiros, não vem encontrando apoio dos internautas. Levantamento realizado por Pedro Barciela, analista em monitoramento de redes sociais, aponta que "78% das menções à crise expressam repúdio à taxação dos produtos brasileiros e à atuação da família Bolsonaro".
O destaque-mor da família Bolsonaro fica por conta do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos. O filho número 3 do ex-morador do Alvorada, que tem suas despesas custeadas pelos Pix arrecadados pelo bom pai, é quem representa o bolsonarismo nos EUA.
Fico a imaginar se o saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola fosse o presidente da República diante dessa descabida ingerência do governo dos EUA no Brasil. Acho até que Donald Trump pensaria quatro vezes antes de tomar a decisão escandalosa da sobretaxa.
O engraçado nesse imbróglio entre Brasil versus EUA é que Bolsonaro se diz contra qualquer atitude fora das "quatro linhas", se referindo a Lei Maior. Mas apoia a ingerência externa na soberania do Brasil. Religiosamente falando, é como sair da igreja e logo em seguida cometer um grave pecado.
Concluo dizendo que entre todos os preceitos constitucionais, considero três como os mais importantes: o da dignidade da pessoa humana, o de que todos são iguais perante a lei e o da soberania.
A SOBERANIA É INEGOCIÁVEL, assim mesmo com todas as letras maiúsculas para que os "patriotas" possam enxergar.
SAUDADES DE BRIZOLA
(Coluna Wense, 11 de julho de 2025).
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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