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RUI COSTA E A SUCESSÃO ESTADUAL

“Eu não serei candidato a governador, o candidato é Jerônimo Rodrigues, isso eu posso afirmar hoje”, disse Rui Costa ao ser questionado sobre o pleito de 2026.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 09.07.2025.
09/07/2025 às 11h24
RUI COSTA E A SUCESSÃO ESTADUAL

SUCESSÃO ESTADUAL NA BAHIA

"Eu não serei candidato a governador, o candidato é Jerônimo Rodrigues, isso eu posso afirmar hoje", disse Rui Costa ao ser questionado sobre o pleito de 2026.

Esse "hoje" do ministro da Casa Civil do governo Lula 3 deixou os jeronistas apreensivos, com pulgas atrás das orelhas. Hoje, não. Amanhã é uma outra conversa. O futuro a Deus pertence.

O amanhã está associado as pesquisas de intenções de voto. Se lá na frente as consultas apontarem que só Rui Costa pode derrotar ACM Neto (União Brasil), a candidatura do chefe do Palácio de Ondina a um segundo mandato (reeleição) sobe no telhado.

O comando nacional do PT ficaria com a difícil missão de convencer Jerônimo Rodrigues a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o que resolveria o imbróglio em torno da composição da majoritária, que deixaria de ser puro-sangue petista, com Rui Costa encabeçando a chapa, Jaques Wagner e Angelo Coronel (PSD) disputando à reeleição para o Senado. Outro partido da base aliada indicaria o vice (ou a vice) de Rui Costa.

O presidente Lula, em conversas reservadas, se mostra preocupado com a defenestração do senador Angelo Coronel da majoritária. Comunga com a opinião de que deixar Angelo de fora da chapa pode levar o PSD a romper nacionalmente com o PT.

Quem também está de olho no pega-pega entre PT e PSD do também senador Otto Alencar, presidente estadual da legenda, é o presidenciável Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos. O chefe do Palácio dos Bandeirantes torce por um rompimento entre o PSD e o lulopetismo da Boa Terra, a de todos os santos e orixás, de um enraizado sincretismo religioso.

O problema é o governador Jerônimo Rodrigues ter que deixar o cargo até seis meses antes do dia da eleição. O vice-governador Geraldo Júnior, do MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, assumiria o comando do Estado.

Importantes lideranças do lulopetismo não querem nem ouvir falar na hipótese do emedebismo assumir o cargo mais importante e cobiçado do Poder Executivo estadual, mesmo por seis meses, em plena efervescência das movimentações e dos acordos políticos. 

O presidente Lula, com as pesquisas na mão, apontando que Jerônimo Rodrigues pode ser derrotado por ACM Neto (União Brasil), vai concordar com a candidatura de Rui Costa.

As pesquisas teriam que mostrar Neto com uma frente significativa sobre Jerônimo, um amplo favoritismo do principal adversário, sem nenhuma chance de uma reviravolta.

Quem não quer saber da possibilidade de Rui Costa disputar a sucessão estadual é o senador Jaques Wagner, cujo relacionamento político com o também ex-governador não é bom.

Sei que muitos leitores da modesta Coluna Wense não vão concordar com o comentário de hoje, usando o forte argumento de que o governador Jerônimo Rodrigues não vai, em hipótese nenhuma, abrir mão da reeleição.

Concluo lembrando ao caro e atento leitor que no movediço e traiçoeiro mundo da política os menos espertos dão beliscão em azulejo. E com as unhas grandes e pontiagudas.

Surpresas e sobressaltos são elementos inerentes ao processo político.

 COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 09.07.2025.

 (*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

Links das colunas:

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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