
Agora tem o efeito contrário, também escrito nas estrelas: o Lula versus Congresso Nacional, alimentando o "nós contra eles", vai melhorar a posição do petista-mor nas pesquisas, oxigenando a esperança de que o quarto mandato de Lula é possível.
Estava escrito nas estrelas que o escândalo da roubalheira no INSS, que vem desde os governos de Michel Temer e Bolsonaro, e se avolumou no governo Lula 3, iria provocar uma queda nas intenções de voto do presidente Lula (PT).
Agora tem o efeito contrário, também escrito nas estrelas: o Lula versus Congresso Nacional, alimentando o "nós contra eles", vai melhorar a posição do petista-mor nas pesquisas, oxigenando a esperança de que o quarto mandato de Lula é possível.
O pega-pega do governo com o Parlamento, eleitoralmente falando, vai se transformar no maior "cabo eleitoral" da reeleição do presidente da República de plantão, que não pode mais recuar no enfrentamento ao Congresso, mais especificamente no tocante à Câmara dos Deputados.
Buscar um entendimento com a Câmara Baixa é imprescindível, sob pena de criar preocupantes fissuras no Estado Democrático de Direito. Voltar a se acovardar, ficar novamente refém do centrão, seria desastroso para a legítima pretensão de Lula de buscar sua reeleição.
O mote do "Pobres versus Ricos" vem inundando as redes sociais, causando preocupação em Hugo Motta (Republicanos-PB) e David Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, que também precisam dos votos do eleitorado da parte de baixo da pirâmide social.
O interessante é que o governo Lula 3 procurava um caminho para estancar a queda de Lula entre o eleitorado mais pobre, principalmente da região Nordeste, detectada em todas as consultas, quer encomendadas pelo governo ou pela oposição. Terminou o Congresso Nacional sendo uma espécie de "tábua de salvação" da reeleição de Lula.
É público e notório que o Parlamento brasileiro é uma das instituições mais desacreditada. Todo dia tem uma notícia negativa envolvendo os parlamentares, como, por exemplo, a do reembolso médico para os deputados e senadores, atingindo o "irrisório" valor de R$ 100 milhões. Lembrando ao caro e atento leitor que é uma verdadeira via crucis quando o cidadão e a cidadã pedem o ressarcimento aos planos de saúde, tendo que judicializar a questão.
Concluo dizendo que o tiro da oposição no Congresso Nacional vai terminar saindo pela culatra. Se o mote dos pobres contra os ricos pegar - e acho que já pegou -, adeus viola, como diz a sabedoria popular.
PS - Já disse aqui, por mais de duas ou três vezes, que se as intenções de voto no presidente Lula não tiver uma significativa melhora, a debandada das legendas "aliadas" será inevitável. No frigir dos ovos, que pode ser até de codorna, o apoio à reeleição de Lula só vai contar, entre os partidos que têm expressão nacional, com o PSOL, PCdoB, PSB e PV. O PDT é uma incógnita.
COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 04.07.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
Links das colunas:
*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE!*
INSCREVA-SE no canal, clique em GOSTEI e COMPARTILHE..
