
Vai ficando cada vez mais provável a candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos, à sucessão presidencial de 2026.
O chefe do Palácio dos Bandeirantes, entre os pré-candidatos de oposição ao governo Lula, é quem melhor se posiciona nas pesquisas de intenções de voto.
Essa considerável frente de Tarcísio vai tornar a discussão sobre a vice mais intensa. O que se dar como favas contadas é que a indicação cabe ao inelegível ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
Salta aos olhos que o ex-morador do Alvorada, o maior "cabo eleitoral" da direita, vai indicar um nome de sua inteira confiança para compor a majoritária encabeçada por Tarcísio, afastando o risco de uma traição.
O problema é que o staff político de Tarcísio quer um vice do nordeste, cuja maioria do eleitorado continua fiel a Lula. Um vice nordestino poderia diminuir o favoritismo de Lula na região, acrescentando alguns pontos para o governador de São Paulo nas pesquisas.
Bolsonaro não abre mão de indicar um membro da família para a vice de Tarcísio, que pode ser a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou um dos filhos. O mais citado é Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado.
Nos bastidores do tarcisismo já há um quase consenso de que a vice tem que ser oferecida a uma liderança política da Bahia. Como já existe um entendimento de que ACM Neto (União Brasil) será adversário do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição), a conversa passa a ser em torno do senador Otto Alencar, presidente do PSD da Boa Terra.
A possibilidade de Otto aceitar o convite é tida como muito remota, mas não literalmente descartada. A tal da chapa puro-sangue petista, com a defenestração do senador Angelo Coronel (PSD), pode levar Otto a alimentar a hipótese de ser vice de Tarcísio.
O problema, o maior entrave para o tarcisismo, é convencer Bolsonaro a desistir de indicar um membro da família para ser o vice de Tarcísio. Uma missão considerada complicada.
Otto Alencar como vice de Tarcísio é a pior notícia para o governador Jerônimo Rodrigues, que quer igualar seu currículo político ao de Jaques Wagner e Rui Costa: governador da Bahia por dois mandatos.
Otto como vice levaria os prefeitos do PSD a apoiar a candidatura presidencial do governador de São Paulo. O eleitor de Itabuna, cidade do sul da Bahia, já começa a perguntar como o prefeito Augusto Castro (PSD) iria se comportar.
Venho dizendo que a soberba do PT, com essa tal da majoritária puro-sangue petista, vai terminar prejudicando a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e, como consequência, a do presidente Lula.
O bom conselho para o lulopetismo da Bahia é uma urgente reflexão. Que suas principais lideranças deixem o sapato alto de lado e comecem a usar a "sandália da humildade".
PS - O movimento em torno da vice fica mais frenético quando o presidenciável mostra viabilidade eleitoral e força política. No caso de Lula, o interesse pela vice vem diminuindo em decorrência de uma preocupante queda na popularidade e na aprovação do governo.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 18.06.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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