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A ENTREVISTA DE FLÁVIO BOLSONARO

Para receber o apoio de Bolsonaro, o presidenciável “deve brigar com o Supremo, se for preciso”.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2025.
15/06/2025 às 20h24 Atualizada em 15/06/2025 às 20h40
A ENTREVISTA DE FLÁVIO BOLSONARO

Quem acompanha a Coluna Wense sabe que venho dizendo que o inelegível ex-presidente Bolsonaro (PL) vai condicionar seu importante apoio a três exigências: indulto, anistia e o compromisso do seu candidato, obviamente se eleito, abrir mão da reeleição. 

Segue abaixo, ipsis litteris, o que disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em entrevista à Folha sobre o processo sucessório de 2026.

"Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá". Finaliza dizendo que para receber o apoio de Bolsonaro, o presidenciável "deve brigar com o Supremo, se for preciso".

Até agora nada sobre a exigência do candidato apoiado por Bolsonaro assumir o compromisso de não disputar o segundo mandato consecutivo, via instituto da reeleição. Esse ponto está sendo levantado pela Coluna Wense. Acredito que essa exigência vai ainda acontecer.

Não se sabe qual a posição do senador Flávio Bolsonaro sobre o projeto familiar do bolsonarismo, com o irmão Eduardo Bolsonaro sendo o candidato à sucessão de Lula ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A entrevista do filho mais velho do ex-morador do Alvorada engrossa a opinião de que a inelegibilidade do pai, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é irreversível.

Se referindo ao bolsonarismo e ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, o jornalista José Roberto de Toledo fez o seguinte comentário:

"Não tem herdeiro, tem um monte de nomes, tem filhos, mas herdeiro de verdade não tem, porque um cara que foge para os Estados Unidos e recebe R$ 2 milhões de mesada do pai para se sustentar no exterior é um desocupado, ele não é um candidato a presidente da República".

Sobre o indulto e a anistia, todos os presidenciáveis que disputam o apoio do maior "cabo eleitoral" da direita já se comprometeram. Vamos ver em relação a não disputar a sucessão de 2030, independente do resultado da eleição.

Qualquer cisão na direita, que já tem cinco pré-candidatos, pode levar o presidente Lula a conquistar o quarto mandato. Vai ganhar a eleição o grupo político que errar menos.

COLUNA WENSE, DOMINGO, 15.06.2025.

Eventual candidato de Bolsonaro terá que garantir indulto e impedir que STF derrube, diz Flávio

(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*.

Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral.

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

Links das colunas:

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MARCO WENSE
MARCO WENSE
Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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