
Quem acompanha a Coluna Wense sabe que venho dizendo que o inelegível ex-presidente Bolsonaro (PL) vai condicionar seu importante apoio a três exigências: indulto, anistia e o compromisso do seu candidato, obviamente se eleito, abrir mão da reeleição.
Segue abaixo, ipsis litteris, o que disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em entrevista à Folha sobre o processo sucessório de 2026.
"Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá". Finaliza dizendo que para receber o apoio de Bolsonaro, o presidenciável "deve brigar com o Supremo, se for preciso".
Até agora nada sobre a exigência do candidato apoiado por Bolsonaro assumir o compromisso de não disputar o segundo mandato consecutivo, via instituto da reeleição. Esse ponto está sendo levantado pela Coluna Wense. Acredito que essa exigência vai ainda acontecer.
Não se sabe qual a posição do senador Flávio Bolsonaro sobre o projeto familiar do bolsonarismo, com o irmão Eduardo Bolsonaro sendo o candidato à sucessão de Lula ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A entrevista do filho mais velho do ex-morador do Alvorada engrossa a opinião de que a inelegibilidade do pai, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é irreversível.
Se referindo ao bolsonarismo e ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, o jornalista José Roberto de Toledo fez o seguinte comentário:
"Não tem herdeiro, tem um monte de nomes, tem filhos, mas herdeiro de verdade não tem, porque um cara que foge para os Estados Unidos e recebe R$ 2 milhões de mesada do pai para se sustentar no exterior é um desocupado, ele não é um candidato a presidente da República".
Sobre o indulto e a anistia, todos os presidenciáveis que disputam o apoio do maior "cabo eleitoral" da direita já se comprometeram. Vamos ver em relação a não disputar a sucessão de 2030, independente do resultado da eleição.
Qualquer cisão na direita, que já tem cinco pré-candidatos, pode levar o presidente Lula a conquistar o quarto mandato. Vai ganhar a eleição o grupo político que errar menos.
COLUNA WENSE, DOMINGO, 15.06.2025.
Eventual candidato de Bolsonaro terá que garantir indulto e impedir que STF derrube, diz Flávio
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*.
Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral.
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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