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LULISMO, BOLSONARISMO E A POLARIZAÇÃO

A última pesquisa da Quaest, divulgada ontem, quinta, 5 de junho, aponta que a polarização Lula versus Bolsonaro vai perdendo força.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 6 DE JUNHO DE 2025.
06/06/2025 às 15h26
 LULISMO, BOLSONARISMO E A POLARIZAÇÃO

A última pesquisa da Quaest, divulgada ontem, quinta, 5 de junho, aponta que a polarização Lula versus Bolsonaro vai perdendo força. 

No universo do eleitorado que já ouviu falar de Lula e Bolsonaro, 57% e 56%, respectivamente, não votariam, em hipótese nenhuma, no atual presidente e no ex. 

Essa rejeição é transportada para quem Lula apoiar, caso não seja candidato à reeleição, e para um membro da família do ex-chefe do Palácio do Planalto, com destaque para o filho Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. 

Podemos citar duas consequências políticas do desmoronamento da polarização:

1) o aumento do entusiasmo dos governadores-presidenciáveis do campo da direita.

2) a terceira via volta a ficar esperançosa. 

Em relação aos governadores pré-candidatos, salta aos olhos que me refiro ao "Grupo dos 5":

Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP),

Ronaldo Caiado (União Brasil-GO),

Ratinho Júnior (PSD-PR),

Romeu Zema (Novo-MG) e

Eduardo Leite (PSD-RS). 

A terceira via é o abrigo de quem comunga com a opinião de que a polarização lulismo versus bolsonarismo tem que ter um ponto final. 

A pesquisa da Quaest, apontando um enfraquecimento da polarização, vai encorajar o "Grupo dos 5" a não ficar submisso ao ex-presidente Bolsonaro, a fazer entre eles um acordo, com o melhor colocado nas intenções de voto encabeçando a majoritária e o segundo como vice. 

A "tabua de salvação" do quarto mandato de Lula, via instituto da reeleição, fica na dependência de uma cisão na direita, na falta de entendimento do "Grupo dos 5" com o bolsonarismo.

Já disse aqui que Bolsonaro não confia no seu ex-ministro Tarcísio de Freitas. Na opinião do ex-morador do Alvorada, o chefe do Palácio dos Bandeirantes, chegando ao cargo mais cobiçado da República, no outro dia vai dar um chega pra lá no bolsonarismo, não vai mais lhe fazer cafuné. 

O bolsonarismo quer duas coisas como condicionantes para apoiar um presidenciável. A primeira tem o ok dos governadores pré-candidatos : o fim da inelegibilidade. A segunda, a mais complicada, é a promessa de abrir mão da reeleição caso seja eleito. 

Em decorrência da dificuldade de respirar, a polarização lulismo versus bolsonarismo, protagonizada pelos dois "mitos", o da esquerda e da direita, vai terminar precisando, urgentemente, de um balão de oxigênio. 

No mais, finalizar com o já manjado e repetitivo "ainda tem muita água para passar por debaixo da ponte".

COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 0.06.2025.

(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*.

Seu estilo de escrita é marcado por:

• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").

• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.

• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral.

• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.

Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.

Links das colunas:

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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