
A prova inconteste e mais robusta de que o governo Lula está fragilizado, sem força política, é o comportamento diante do centrão.
Se o filósofo francês Montesquieu estivesse vivo, acrescentaria na sua obra, "O Espírito das Leis", o centrão como o quarto poder da República.
O centrão vai ficando cada vez mais ousado e o governo Lula cada vez mais refém dele. É impressionante. Entra e sai governo, independente do campo ideológico, e o centrão continua firme e forte, inabalável.
O centrão quer agora a relatoria do projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária) de 2026. O olho grande é nas emendas parlamentares. Lembrando ao caro e atento leitor, que no corrente ano, obviamente 2025, dos R$ 50,4 bilhões programados somente R$ 23,7 milhões foram empenhados.
Se depender das legendas do centrão, que se dizem "aliadas", à reeleição do presidente Lula (PT) passa a ser um inominável pesadelo. É mais fácil encontrar uma cabeça de alfinete em um grande palheiro.
Vamos citar o PSD de Gilberto Kassab como exemplo mais escancarado da fraqueza política do governo Lula. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o PSD vai dar um chega pra lá no petista-mor, que o candidato da sigla é o presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do poderoso estado de São Paulo.
O presidente Lula mesmo sabendo que o PSD só espera o momento certo para cair fora da reeleição, do projeto de conquistar o governo Lula 4, vai mantendo o partido na Esplanada dos Ministérios com a titularidade de três pastas, sem falar nos cargos de segundo escalão espalhados pelo Brasil.
E o pior é que os ministros do PSD têm como prioridade atender os prefeitos da legenda, fazendo a ressalva, em conversa reservada com os alcaides, que o apoio à reeleição de Lula não está definido. Usam o ministério e ainda deixam no ar que a legenda pode dar um chega pra lá no quarto mandato de Lula.
Outros partidos do centrão, que se dizem aliados, que comandam ministérios, estão fazendo a mesma coisa do PSD. Tem até os que dizem que não abrem mão de ter candidatura própria no pleito presidencial de 2026, como o União Brasil.
Não à toa que digo que no frigir dos ovos, se a popularidade de Lula se manter em queda e aprovação do governo não melhorar, o PT só vai contar com o apoio de três partidos de expressão nacional, considerados como favas contadas: PCdoB, PSB e PSOL. As outras legendas, como PV e PDT, são incógnitas.
O centrão vai continuar distribuindo as cartas no governo Lula, que em nome da governabilidade, acoplada a uma perda de força política, vai permanecer inerte diante do "quarto" poder da República, com o toma lá, dá cá.
O toma lá, existe. O da cá, que é o apoio a Lula, é de mentirinha.
O PT tem a sorte de ter uma militância aguerrida. A foto que ilustra o comentário de hoje vai terminar sendo a "tábua de salvação" do lulopetismo.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 04.06.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*.
Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral.
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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