Em um comentário contundente publicado no Página de Polícia, o advogado e articulista Assis Castro denuncia a situação degradante da Polícia Civil do Estado da Bahia, vítima de uma gestão desastrada na Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
O texto faz referência a um artigo do Policial Civil aposentado Crispiniano Daltro, que critica a centralização do poder nas mãos de um delegado da Polícia Federal, responsável por comandar quatro órgãos essenciais: Polícia Militar, Polícia Civil e seu Departamento de Polícia Técnica/DPT e Corpo de Bombeiros. Essa estrutura, longe de otimizar a segurança, engessa a autonomia das instituições, tratando-as como meras coadjuvantes.
A crítica mais dura, porém, é direcionada ao descaso com os Investigadores. Esses profissionais, fundamentais para o combate ao crime, são impedidos de assumir cargos de direção, substituídos por delegados sem experiência prática. Pior: muitos são remanejados para funções alheias às suas atribuições, como quartéis da PM, hospitais e até os Centros Integrados de Comunicações – CICOM em claro desvio de função.
Enquanto isso, 38% das Delegacias de Polícia fecham aos finais de semana, principalmente no interior, deixando a população desassistida. O absurdo chega ao cúmulo de delegados receberem por "substituição", mesmo sem cumprir efetivamente o papel.
Assis Castro não poupa críticas ao governador Jerônimo Rodrigues, chamando-o de "índio, Gegé, omisso e outros adjetivos", por permitir que esse modelo militarizado e arcaico continue. A estrutura "castrense" — baseada em hierarquias rígidas de coronéis, majores e capitães — já deveria ter sido extinta, mas persiste, sufocando a eficiência da segurança pública.
"E toma a leitaca, Bahia abandonada!", conclui o articulista, em um desabafo que reflete o sentimento de muitos profissionais da área.
Confira íntegra do comentário:
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