
Não é fácil enfrentar quem está no poder, seja prefeito, governador e presidente da República, principalmente quando pretendem disputar o segundo mandato consecutivo, via instituto da reeleição. A máquina funciona a todo vapor.
O vale-tudo para permanecer no cargo não tem limite, que se dane o equilíbrio das contas públicas. O que prevalece é o ensinamento maquiavélico de que os fins justificam os meios.
O exemplo mais recente de uma caneta poderosa vem do presidente Lula. Ainda bem que é para melhorar a vida de quem mais precisa. A política tem que ser direcionada para quem ocupa a parte de baixo da pirâmide social.
O governo federal acaba de publicar uma medida provisória mudando as regras do setor elétrico, isentando 60 milhões de pessoas e reduzindo a tarifa de 55 milhões de quem ganha de meio a um salário mínimo, que consome até 120 kWh.
O objetivo político da MP é freiar a desaprovação do governo e a queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já declarou, em alto e bom som, que vai disputar o quarto mandato.
Se a caneta do prefeito e do governador é poderosa, imagine a do presidente da República Federativa do Brasil.
Enfrentar quem está no poder é uma missão muito difícil. O caro e atento leitor indagaria sobre o então presidente Bolsonaro, que foi derrotado na reeleição. Toda regra acaba tendo uma exceção. No caso de Bolsonaro, ele atirou no próprio pé dando debochentas declarações sobre a pandemia da Covid-19, que ceifou a vida de milhares de brasileiros.
Mas não basta só ter a "caneta na mão". Tem que saber usar, sob pena da tinta acabar com medidas que terminam levando o desejo de permanecer no poder por água abaixo.
Concluo fazendo uma comparação com o desenho animado He-Man : "Eu tenho a força!". No caso dos prefeitos, governadores e presidente da República:
"Eu tenho a caneta!".
COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 23.05.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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