
O inferno astral do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, acusado de participar da trama golpista, vai ficando cada vez mais intenso.
Cresce no bolsonarismo a opinião de que a postura política de Bolsonaro tem que ser outra, que não adianta ficar iludindo o eleitorado em relação ao pleito de 2026, de que vai disputar a sucessão presidencial, que a inelegibilidade será derrubada.
Começa também a surgir um movimento contra o projeto familiar de lançar um dos filhos como candidato ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que vem tendo um bom desempenho nas pesquisas de intenções de voto.
Para esse grupo bolsonarista, o melhor nome para evitar o quarto mandato do presidente Lula, sua reeleição, é o de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Entende que a candidatura de Michelle tende a enfraquecer com os debates entre os presidenciáveis.
E por falar em Tarcísio, o chefe do Palácio dos Bandeirantes, de olho na sucessão de Lula, acaba de lançar um programa de combate a pobreza ao modo "Bolsa Família", que tanto o bolsonarismo condenou.
Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Tarcísio passa o dia todo pensando na presidência da República, que sua resposta negativa quando questionado sobre sua pré-candidatura é de mentirinha, para não desagradar o ex-morador do Alvorada.
Voltando ao inferno astral de Bolsonaro, o ex-comandante do Exército, general da reserva Marco Antônio Freire Gomes, disse em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) que o Exército não participaria de nenhuma iniciativa golpista, de nenhum plano que violasse a Constituição, a Lei Maior.
O general disse, com todas as letras maiúsculas, sem fazer arrodeios, indo direto ao assunto, que recebeu do governo de plantão um plano para impedir a posse de Lula. Ora, ora, ninguém ousaria a elaborar uma tentativa de golpe sem o conhecimento do então presidente Jair Messias Bolsonaro.
Lembrando ao caro e atento leitor que outros militares irão depor, o que pode piorar ainda mais a situação do ex-presidente Bolsonaro.

O chamado "Grupo dos 4", formado pelos presidenciáveis Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Júnior, respectivamente governadores de São Paulo, Goiás, Minas e do Paraná, acompanha o julgamento de Bolsonaro com bastante interesse.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 20.05.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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