
O governador Jerônimo Rodrigues não concorda com a iniciativa wagniana, mas fica entre a cruz e a espada: evitar um atrito com o companheiro Wagner e uma eventual saída do PSD da base aliada, o que seria desastroso para a conquista do segundo mandato.
O senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, que tomou a decisão de falar sobre o assunto somente no ano eleitoral de 2026, resolveu antecipar a insatisfação com a defenestração do também senador Angelo Coronel (PSD), cuja candidatura tem o mesmo argumento de Jaques Wagner: o da naturalidade, o privilégio de quem já tem um mandato buscar sua reeleição.
"Última chapa puro-sangue não deu certo", disse Otto ao ser questionado sobre a soberba do lulopetismo. Salta aos olhos que o dirigente-mor do PSD deve dar uma declaração mais contundente, que só está aguardando o momento certo.
O silêncio de Otto estava sendo criticado pelos correligionários do senador Angelo Coronel. Como presidente do PSD não podia ficar indiferente com o chega pra lá do PT no colega de partido, que já dava sinais de decepção.
Ao dizer que "o contexto político muda e que decisões precisam levar em conta o momento e a avaliação popular", Otto manda a mensagem de que o PT não está em condições de impor nada. Quando se refere a "avaliação popular" é porque deve ter pesquisa apontando uma queda nas intenções de voto no governador Jerônimo Rodrigues e também na aprovação do governo.
No frigir dos ovos, usando uma expressão bem popular, Otto Alencar manda o seguinte recado para as três principais lideranças do lulopetismo da Boa Terra, obviamente o governador Jerônimo Rodrigues, senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa: o PT não está com essa bola toda.
Quem acompanha tudo com os olhos de coruja é ACM Neto (União Brasil), que já fez chegar ao Coronel que sua vaga está garantida na majoritária da oposição.
Concluo dizendo que não acredito que Jaques Wagner vai levar a tal da chapa puro-sangue até as últimas consequências. A composição 100% petista seria uma dádiva para o netismo.
(Coluna Wense, sexta-feira, 16.05.2025).
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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