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Arquivo Público de Sergipe realiza atividade em alusão ao Dia da Abolição da Escravatura

Para rememorar a data da abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, três escolas da rede pública estadual de ensino foram convidadas para assi...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
14/05/2025 às 17h45
Arquivo Público de Sergipe realiza atividade em alusão ao Dia da Abolição da Escravatura
Fotos: Arquivo Público de Sergipe

Estudantes e professores do Colégio Estadual Frei Inocêncio, do Centro de Excelência Gilberto Freire e do Colégio Estadual Paulino Nascimento participaram nesta quarta-feira, 13, de um recital de música com o grupo Renantique. Durante o evento, houve uma reflexão sobre o 13 de maio de 1888, inserido na conjuntura político-social no período. Por sua vez, o grupo Renantique realizou uma apresentação musical sobre o encontro de culturas indígena, africana e europeia.

A diretora do Arquivo Público do Estado de Sergipe (Apes), Sayonara Santana, destacou o compromisso que o órgão tem em relação ao fortalecimento da identidade cultural do povo sergipano. “Com o evento de hoje, rememoramos o 13 de maio, indo além do que a 'letra da lei' nos diz. Fizemos uma reflexão sobre as consequências negativas do ato na sociedade brasileira até os dias atuais. Em outra perspectiva, também trouxemos elementos da rica e diversificada cultura afrodescendente, tão importante para o reconhecimento da nossa identidade”, destacou Sayonara.

Na temporada 2025 da série 'Ouvindo a História', o Renantique Música Medieval e Renascentista apresentará um total de 10 concertos. A programação incluiu o concerto 'Música Colonial nas Américas Portuguesa & Espanhola', composto por um repertório de vilancicos, modinhas, lundus, batuques, cachuas, guarachas e tonadas. A produção musical foi situada entre os séculos XVI e XVIII com a diversidade cultural dos três principais povos que viveram na época: os indígenas, os africanos escravizados e os europeus, que ficaram fascinados e, muitas vezes, foram influenciados pela nova e surpreendente sonoridade de outras culturas.

Segundo a professora Bárbara Sheila, que é formada em História e atualmente é coordenadora pedagógica do Centro de Excelência Gilberto Freire, visitar o Apes foi uma forma de relembrar seus tempos de juventude, quando ainda era estudante e pesquisadora. “Trazer os meus alunos para cá é um prazer, porque o aprendizado que o Arquivo proporciona a eles é tão importante quanto uma aula dentro de sala de aula, e essas ações podem aproximá-los das nossas raízes culturais, que estão se perdendo na juventude”, pontuou Bárbara.

Para o diretor artístico do grupo Renantique, Emmanuel Vasconcelos, a participação dos alunos da rede pública estadual no projeto 'A Escola Vai ao Arquivo' é bastante enriquecedora, pois, por meio de apresentações como a do grupo, eles podem se aproximar e conhecer ainda mais a história que está por trás de todas essas datas marcantes.

A Escola Vai ao Arquivo

Desde 2022, o projeto “A Escola Vai ao Arquivo” desenvolve ações educativas por meio de visitas escolares e atividades pedagógicas no Arquivo Público do Estado de Sergipe. A iniciativa busca fortalecer o papel do Arquivo como mediador na valorização da identidade cultural, na promoção de uma cultura de preservação, na proteção do patrimônio, no incentivo à investigação científica e na garantia do direito de acesso à informação.

Como atividade do projeto “A Escola Vai ao Arquivo”, a iniciativa visa promover a integração de professores e alunos com a instituição arquivística. Nesta perspectiva, o Arquivo assume seu lugar de experiência de cidadania, proporcionando acesso à informação e à cultura como ferramenta para o fortalecimento da identidade cultural sergipana.

A estudante do 3º ano do ensino médio do Centro de Excelência Gilberto Freire, Vivian Ster, destacou a importância de conhecer eventos como esse. “Foi uma experiência muito rica em conhecimento e cultura do nosso estado, e eu acho extremamente importante que possamos conhecer cada vez mais e ter esse contato com obras antigas, com a arquitetura e com a música tanto em sala como fora dela, pois isso só complementa o conhecimento sobre o nosso estado, para que possamos carregar isso, já que é nossa identidade cultural”, pontuou Vivian. 

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