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PCDOB, PSB, PSOL E PV

E o pior é que o toma lá, dá cá, cada vez mais forte e ousado, não tem fim. Entra e sai governo e tudo permanece como dantes no quartel de Abrantes.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 29 DE ABRIL DE 2025.
29/04/2025 às 09h16 Atualizada em 29/04/2025 às 13h56
PCDOB, PSB, PSOL E PV

O título do comentário de hoje se refere ao quarteto partidário considerado como favas contadas no apoio ao quarto mandato do presidente Lula (PT).

Se depender das legendas que intitulam a análise de hoje, o petista-mor vai continuar no comando do Palácio do Planalto, sendo o morador mais ilustre do Alvorada e mandário-mor do Brasil. 

O PCdoB é um aliado histórico, de priscas eras. O PT no poder é a tábua de salvação dos comunistas. A federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV, foi criada para evitar a temida cláusula de barreira, o que poderia causar a extinção do partido.

O PSB tem o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, que já deu várias demonstrações de que a sigla socialista vai apoiar Lula no pleito presidencial de 2026. O ex-governador de São Paulo tem um bom relacionamento político com Lula. A confiança é recíproca. 

O MDB vai ficar de olho nas pesquisas. O PSOL não tem outro caminho que não seja o de ficar ao lado do PT. O mesmo raciocínio vale para o PV.

E as outras agremiações partidárias, principalmente as que têm representantes na Esplanada dos Ministérios, mais especificamente as identificadas com o centrão ? Perguntaria o caro e atento leitor. A resposta é que elas, se Lula não melhorar nas intenções de voto, vão dar um chega pra lá na reeleição.

Siglas como PSD, Republicanos e União Brasil vão deixar Lula a ver navios. Só esperam o momento certo para romper com o governo. Rompendo, vão atrás do presidenciável com mais possibilidade de derrotar o PT. Hoje seria Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos. 

A federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP, está bem perto de ser oficializada. O presidente nacional do PP, o pragmático Ciro Nogueira, que é adepto do bolsonarismo, já adiantou que a primeira discussão na federação é o desembarque das duas legendas do governo federal. 

E o PDT? Mário Hering (MG), líder da sigla na Câmara dos Deputados, declarou que se o presidente Lula tirar Carlos Lupi da Previdência Social, "estará não somente demitindo o ministro, como também o próprio partido de Lupi". 

Como o presidente Lula vai percebendo que pode perder o apoio de partidos que usufruem das benesses do governo, com destaque para os do centrão, movimento conhecido pela incontrolável insaciabilidade por cargos, busca a governabilidade pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União Brasil). 

O chefe do Senado tem dito, e sem fazer arrodeios, que não abre mão de indicar nomes para as diretorias do Banco do Brasil e das agências reguladoras. As exigências não param por aí. Quer mais, muito mais. Quer apontar os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel) e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). 

E o pior é que o toma lá, dá cá, cada vez mais forte e ousado, não tem fim.

Entra e sai governo e tudo permanece como dantes no quartel de Abrantes.

COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 29.04.2025.

(*) Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política. Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia, a exemplo do PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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