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OTTO, O CORONEL E A MAJORITÁRIA PURO-SANGUE

“Só discuto eleição no ano de eleição, aí você me procura em abril de 2026”, responde o presidente estadual do PSD ao ser questionado sobre o enigmático assunto.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 1º DE ABRIL DE 2025.
01/04/2025 às 15h01
OTTO, O CORONEL E A MAJORITÁRIA PURO-SANGUE

Não se sabe qual é a posição do senador Otto Alencar, principal liderança do PSD da Bahia, sobre uma composição majoritária puro-sangue petista no pleito de 2026, quando o governador Jerônimo Rodrigues (PT) vai disputar o segundo mandato pelo instituto da reeleição.

"Só discuto eleição no ano de eleição, aí você me procura em abril de 2026", responde o presidente estadual do PSD ao ser questionado sobre o enigmático assunto.

Nesse imbróglio da formação da chapa com três petistas - o chefe do Palácio de Ondina, senador Jaques Wagner (reeleição) e o ministro Rui Costa querendo ser o que Wagner é hoje -, o MDB vai terminar sobrando.

O MDB dos irmãos Vieira Lima, Geddel e Lúcio, este último presidente de honra da sigla, quer manter a indicação do vice de Jerônimo. Para facilitar essa pretensão tem que descartar o nome do vice-governador Geraldo Júnior, cuja inviabilidade eleitoral salta aos olhos. O então candidato a prefeito de Salvador saiu chamuscado da sucessão soteropolitana. Lembrando ao caro e atento leitor que Kléber Rosa, candidato do PSOL, teve mais votos do que o emedebista.

Defenestrar o senador Angelo Coronel (PSD) da majoritária, que busca a naturalidade da sua reeleição, assim como Jaques Wagner (PT), criando um atrito com o PSD, pode  aumentar os obstáculos para a permanência de Jerônimo Rodrigues como maior autoridade política da Boa Terra.

E mais: vai servir de argumento para Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, dar um chega pra lá na reeleição de Lula e apoiar o presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Com efeito, é o que Kassab quer : o PSD ao lado de Tarcísio no pleito de 2026. Como contrapartida ao apoio do PSD, Kassab vai reivindicar ser o candidato de Tarcísio ao Palácio dos Bandeirantes.

Seria um suicídio político, o PT dar preferência ao MDB dos irmãos Vieira Lima em detrimento do PSD ou até mesmo do Avante do empresário Ronaldo Carletto. Um rompimento, principalmente com o PSD, é tudo que ACM Neto e o netismo querem. O ex-alcaide de Salvador é vice-presidente nacional do União Brasil.

E tem mais : Se Kassab for o candidato a governador de São Paulo com o apoio de Tarcísio, o presidenciável vai querer o PSD da Bahia na sua campanha. É a máxima de que "na política não existe almoço de graça".

O engraçado nesse emaranhado jogo pelo poder, onde o ensinamento maquiavélico de que os fins justificam os meios faz parte do processo, é que PSD, União Brasil e o Republicanos têm seus representantes na Esplanada dos Ministérios, têm seus ministros usufruindo das benesses do cargo.

Para os que estão ansiosos com a decisão do senador Otto Alencar sobre a majoritária puro-sangue, 100 % vermelha, o melhor conselho é ter paciência, não ficar agoniado, esperar abril de 2026.

Não acredito que Otto Alencar tenha uma atitude de ingratidão com o Coronel, companheiro de partido e colega no Congresso Nacional.

Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política. Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia, a exemplo do PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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