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O JULGAMENTO DE BOLSONARO

As bravatas e as acusações sem provas contra o sistema eleitoral e o STF levaram Bolsonaro à inelegibilidade, proibido de disputar um cargo eletivo por um bom tempo, sequer a vereador. Se tivesse seguido o conselho de algumas lideranças lúcidas do bolsonarismo, estaria hoje desfrutando do crescimento da impopularidade do presidente Lula (PT), sendo o favorito na sucessão de 2026.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 25.03.2025.
25/03/2025 às 09h02
O JULGAMENTO DE BOLSONARO

Começa daqui a pouco, às 9h30, o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário.

A Alta Corte vai decidir se Bolsonaro e mais sete denunciados vão virar réus por suposta trama golpista, um atentando contra o Estado Democrático de Direito, uma violação a Lei Maior, a nossa Constituição. 

A Primeira Turma, encarregada de julgar os oito denunciados, é composta por cinco ministros: o relator da denúncia Alexandre de Moraes, o presidente do grupo Cristiano Zanin, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Flávio Dino.

Salta aos olhos que a denúncia, mais especificamente envolvendo Jair Messias Bolsonaro, será aceita, reforçando ainda mais a inelegibilidade do ex-chefe do Palácio do Planalto decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Jair Messias Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), vai ter que se contentar em ser um bom "cabo eleitoral" no pleito presidencial de 2026, apoiando um dos filhos, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro ou o plano C, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, do Republicanos, legenda ligada a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). 

A tendência é de um placar de 5x0 contra os denunciados. Um 5x1 pode acontecer, mas é bastante improvável. Uma decisão sendo unânime termina complicando ainda mais os declarados como réus. 

No frigir dos ovos, foi o próprio bolsonarismo que atirou no próprio pé, comprando uma briga, que poderia ser evitada, com a instância maior da Justiça brasileira, tendo como porta-voz o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). 

O parlamentar, filho número 3 do ex-morador do Alvorada, já se encontra nos Estados Unidos. Fugiu do "quem pariu Matheus que balance" ou, se o caro leitor preferir, "quem molhou o carvão que abane". 

As bravatas e as acusações sem provas contra o sistema eleitoral e o STF levaram Bolsonaro à inelegibilidade, proibido de disputar um cargo eletivo por um bom tempo, sequer a vereador. Se tivesse seguido o conselho de algumas lideranças lúcidas do bolsonarismo, estaria hoje desfrutando do crescimento da impopularidade do presidente Lula (PT), sendo o favorito na sucessão de 2026. 

Agora é aguentar as consequências. E a pior, sem nenhum resquício de dúvida, é o representante-mor da direita ser preso.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 25.03.2025. 

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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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