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DESPOLARIZAÇÃO, JÁ

Foram inúmeras as advertências de Ciro, quase que diárias quando então candidato à Presidência da República na sucessão de 2022. Tomado por uma forte e inabalável convicção, continuo achando que Ciro Gomes é o melhor nome para tirar o Brasil dessa inominável e gigantesca crise.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 03.03.2025.
04/03/2025 às 11h25 Atualizada em 04/03/2025 às 11h33
DESPOLARIZAÇÃO, JÁ

O Estadão resolveu dar razão a Ciro Gomes (PDT), que passou um bom tempo dizendo que a polarização Lula versus Bolsonaro, chamada de "odienta" pelo pedetista, levaria o País a uma situação preocupante. 

Foram inúmeras as advertências de Ciro, quase que diárias quando então candidato à Presidência da República na sucessão de 2022. 

Segue abaixo alguns trechos do editorial de ontem, segunda-feira, 3 de março de 2025, do jornal Estado de São Paulo, sobre a nefasta polarização. 

1) "Enquanto Bolsonaro está a caminho do banco de réus, Lula lida com a decepção e frustração popular. Um calvário que pode deixar órfãos seus eleitores, mas é oportunidade para o País". 

2) "Há um sentimento de orfandade no ar diante do presente frágil e do futuro sombrio reservados aos dois principais líderes que, nos últimos anos, empurraram o Brasil ladeira abaixo".

3) "O presidente Lula da Silva e seu antecessor, Jair Messias Bolsonaro, enfrentam cada um a seu modo, um julgamento público - um calvário gerador de incômoda melancolia na larga faixa do eleitorado que tem se movido por uma mistura de paixões políticas e ódio às identidades adversárias". 

4) "O demiurgo petista se vê às voltas com uma queda profunda de sua popularidade, expressão do descontentamento e da frustração da base aliada que o elegeu. Não bastasse a impopularidade, Lula enfrenta ainda um mal maior : a dificuldade crônica de renovar ideias e soluções para o País, fazendo do seu governo uma soma inquietante de velhos projetos para novos problemas". 

5) "O ex-capitão liberticida, que passou seus anos de mau militar, mau parlamentar e mau presidente insuflando ânimos golpistas, precisará lidar com o julgamento do Supremo Tribunal Federal, acusado que foi de ter cometido os crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros delitos. Somadas, as penas podem passar dos 40 anos de prisão". 

6) "Lula retornou ao poder vendendo a falácia de que poderia ser o artifície da reconciliação tão desejada pelos brasileiros, mas tem se mostrado incapaz de fazer jus à missão recebida". 

7) "Bolsonaro já poderia ter sido expelido da política desde quando ultrapassou os limites do decoro e da decência ao envergonhar a instituição parlamentar. Poupado, entendeu que não precisava respeitar limite algum - nem legal, nem político, nem moral".

Acrescentaria no editorial do Estadão, a vergonhosa dependência com o chamado centrão. Não se sabe qual foi o governo mais refém do toma lá, dá cá.

E assim caminha a República Federativa do Brasil, com o lulopetismo e bolsonarismo ainda respirando sem aparelhos. Agora é esperar o resultado da sucessão presidencial de 2026: Bolsonaro como "cabo eleitoral", impedido de disputar o pleito pelo instituto da inelegibilidade, e o presidente Lula buscando o quarto mandato. 

Tomado por uma forte e inabalável convicção, continuo achando que Ciro Gomes é o melhor nome para tirar o Brasil dessa inominável e gigantesca crise.

COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 03.03.2025.

Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política. Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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